Acusados de matar Cabo Cardoso são indiciados pelo MP

Durante um assalto a uma loja em Mesquita, na Baixada Fluminense, o cabo da Polícia Militar do Rio Derinaldo Cardoso dos Santos, de 34 anos, foi baleado. A tragédia aconteceu no início de dezembro. Ferido, Cardoso foi levado para o Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) em estado gravíssimo e chegou a passar por uma cirurgia de emergência. O PM ficou internado, mas não resistiu e morreu.

Quase completando dez anos na corporação, o policial do 20º Batalhão de Polícia Militar (Nova Iguaçu), era casado e tinha dois filhos. Além de Cardoso, outra pessoa foi baleada na tentativa de roubo a uma filial da loja Casa & Video. A segunda vítima foi atingida na coxa, socorrida, depois medicada e recebeu alta.

No dia do crime, 4 de dezembro, uma sexta-feira, os bandidos fugiram e chegaram a roubar um veículo da prefeitura da cidade, para mais tarde abandonar o carro na Avenida Brasil, na altura de Realengo.

A Polícia Civil informou que, segundo a 54ª DP (Belford Roxo), o inquérito policial sobre a morte de Derinaldo Cardoso foi concluído, com quatro pessoas indiciadas pelos crimes de latrocínio – roubo seguido de morte – e associação criminosa.

Os quatro acusados pelo crime foram presos – três deles detidos pela própria Polícia Militar e o quarto integrante do grupo foi identificado e preso pela 54ª DP. Jhonny Silva Quirino da Cruz, Jonathan Santos Targino, Wagner da Silva Ferreira e Jonathan Guimarães Ferder de Oliveira, estão presos preventivamente – por tempo indeterminado.

Eles foram indiciados pelo Ministério Público e, em 18 de dezembro, viraram réus em ação julgada na Vara Criminal de Mesquita. O processo judicial contra os quatro réus ainda está na fase inicial. Ainda devem ser marcadas as audiências de instrução do caso – que é o momento de ouvir testemunhas e interrogar os réus.

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Adriano Dias

Jornalista militante e fundador da #ComCausa

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