Espetáculo ‘Desculpe o transtorno’ é uma investigação sobre saúde mental

Em 2017, o morador de Nova Iguaçu Jonatan Magella estudou teatro na Fábrica dos Atores (Escola livre FAMA), onde se dedicou sobretudo à escrita de textos. Um desses textos possibilitou que ele fosse selecionado para o Núcleo SESI de dramaturgia.

A turma do Núcleo era composta por 15 novos dramaturgos e dramaturgas, sob coordenação de Diogo Liberano. Ao fim do curso, cada participante escreveu uma dramaturgia e, após leituras e votações, três foram selecionadas para publicação em livro pela editora Cobogó. Uma das dramaturgias publicadas foi de Jonatan., intitulado ‘Desculpe o transtorno’, o texto fala sobre três personagens que não conseguem se adequar ao mundo que vivem. O autor conta que seu processo não foi consciente:“Primeiro inventei os três personagens, depois eles me contaram o sofrimento deles e suas estratégias de sobrevivência”. Foi após ler, reler, experimentar e conversar com muita gente, que Jonatan percebeu que seus três protagonistas possuíam distúrbios psíquicos. “Como as conversas no Núcleo SESI quase sempre iam para o lado da escrita enquanto transgressão, percebi que os três protagonistas seriam internados por ‘recriarem seus mundos’”, diz o autor.

O livro foi lançado em 2019, durante a 4ª Semana de dramaturgia do SESI, no Oi Futuro do Flamengo. Mas demoraria ainda dois anos para a montagem do espetáculo. Quando surgiu a Lei Aldir Blanc, o autor procurou a Escola Livre FAMA e montou o projeto junto com o diretor Alexandre Gomes.

Na transposição do livro para o palco, alguns ajustes foram feitos. Cenas novas entraram, outras saíram. Mas a sinopse é a mesma: Desculpe o transtorno é uma investigação sobre transtornos mentais sob o ponto de vista dos seus portadores: uma caixa de supermercados que decide virar um produto; um catador de lixo que enxerga afeto nas lixeiras; e uma diarista que finge para o neto que o tiroteio da favela onde vivem é Deus fazendo pipoca. Esses três loucos recriadores de mundos vivem numa sociedade que os considera perigosos e acabam internados numa clínica de reabilitação de realidade e normalidade.

O elenco conta com Hilda Maretta, J. V. Nunes, Luana Oliveira, Maxwell e Ian Victor. A dramaturgia é de Jonatan Magella e a direção de Alexandre Gomes. Cenário e figurino de Alessandra Fernandes. Operação de luz de Nathan Morelatto. Produção executiva de Thiago Morelatto.

A peça esteve em cartaz na Sala de Espetáculo Amir Haddad durante o fim começo de março, com 15% de lotação e todos os protocolos de segurança contra a COVID-19.

Esse projeto é patrocinado pela lei Aldir Blanc, Governo Federal, Secretaria Especial da Cultura, Prefeitura de Nova Iguaçu, Secretaria Municipal de Cultura e Fenig.

Projeto Rede Cultural Iguassú

A ComCausa vai colaborar na promoção de tantas iniciativas culturais que foram contempladas pelos editais da Lei Aldir Blanc promovidos pela prefeitura de Nova Iguaçu. Os agentes culturais e grupos podem entrar em contato pelo email comunicando@comcausa.net ou pelo telefone e 55 (21) 99957-3821

Para conhecer mais dos grupos, acesse a página do projeto Projeto Rede Cultural Iguassú que – além da parceria com a Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu -, tem apoio das empresas Valor ServiçosVig-Fat SegurançaMaurer Corp Engenharia e agência Virtuo de Comunicação.

Lei aldir Blanc Nova Iguaçu

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Adriano Dias

Jornalista militante e fundador da #ComCausa