O estado do Rio de Janeiro oficializou o dia 18 de maio como o “Dia de Luta Jovem Preto Vivo – João Pedro Matos Pinto”, em homenagem ao adolescente de 14 anos morto durante uma operação policial em 2020. A data, sancionada pela Lei nº 10.298/24, visa promover debates e ações educativas sobre o racismo estrutural e a violência que atinge a juventude negra nas periferias.
João Pedro foi baleado dentro de casa, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Federal. A residência foi atingida por mais de 70 disparos. O caso gerou comoção nacional e internacional, sendo denunciado à ONU e à OEA por parlamentares brasileiros.
A mãe de João Pedro, Rafaela Matos, destacou que a criação da data é um passo importante, mas insuficiente diante do genocídio da juventude negra. A diretora da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, reforçou a necessidade de medidas efetivas para combater o racismo nas operações policiais.
A decisão de instituir o “Dia de Luta Jovem Preto Vivo – João Pedro Matos Pinto” representa um reconhecimento oficial da necessidade de enfrentar o racismo estrutural e a violência policial que afetam desproporcionalmente os jovens negros no Brasil. A data servirá como um momento de reflexão e ação, buscando promover mudanças concretas na sociedade.
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