João Pedro foi baleado dentro de casa, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Federal. A residência foi atingida por mais de 70 tiros. A juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine absolveu sumariamente os três policiais civis acusados, alegando que agiram em legítima defesa e que não foi possível comprovar de quem partiu o disparo fatal.
A decisão gerou indignação entre familiares e organizações de direitos humanos. A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB/RJ) manifestou repúdio à absolvição e informou que buscará a revisão da sentença pelo Tribunal de Justiça e levará o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O ato contará com a presença de familiares, amigos, educadores e representantes de movimentos sociais. Os participantes levarão faixas e cartazes com a frase “5 anos sem justiça! Queremos júri popular!” e usarão camisetas com a imagem de João Pedro. A hashtag #JustiçaPorJoãoPedro será utilizada nas redes sociais para ampliar a mobilização.
A mobilização visa não apenas justiça para João Pedro, mas também chamar atenção para a violência policial que atinge, principalmente, jovens negros nas periferias do Brasil. A data da morte do adolescente passou a integrar o calendário oficial do estado do Rio de Janeiro como “Dia de Luta Jovem Preto Vivo”, para promover campanhas e eventos que discutam racismo, genocídio da população negra e encarceramento em massa.
Julgamento do recurso – Caso João Pedro
Data: terça-feira, 24 de junho de 2025
13h00 – Ato público em frente ao Tribunal de Justiça do Rio
13h30 – Sessão virtual do julgamento
Endereço do ato: Tribunal de Justiça do RJ – Av. Erasmo Braga, 115, Centro, Rio de Janeiro
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