A brasileira Karin Aranha vive a angústia de uma longa espera pela decisão da Justiça do Egito sobre a guarda de seu filho, Adam, levado ilegalmente pelo pai egípcio, Ahmed Tarek Mohamed Fayz, em 2022. Após três anos de intensas disputas judiciais e diplomáticas, o caso volta ao tribunal no próximo dia 26 de novembro — data que, ironicamente, coincide com o aniversário da criança.
Segundo relatos, Adam foi retirado do Brasil sem a autorização da mãe, em uma ação considerada ilegal pelas autoridades brasileiras. Desde então, Karin tenta reaver o filho por meio de processos na Justiça egípcia, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, da Embaixada Brasileira no Cairo e de organizações de defesa dos direitos da criança.
Três anos de luta por justiça
Desde 2022, o caso se arrasta em meio a embates judiciais que envolvem legislações distintas e complexos trâmites diplomáticos entre Brasil e Egito. O episódio reacendeu o debate sobre os casos de sequestro internacional de crianças, que ocorrem quando um dos genitores leva o filho para outro país sem consentimento do outro responsável, violando decisões judiciais ou acordos de guarda.
O Brasil é signatário da Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças (1980) sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças, tratado que prevê o retorno imediato da criança ao país de residência habitual. No entanto, o Egito não faz parte da Convenção, o que torna o processo muito mais difícil e dependente da boa vontade e da interpretação das cortes locais.
Expectativa pela decisão
A nova audiência no Egito está marcada para 26 de novembro, e será decisiva para determinar se a guarda de Adam permanecerá com o pai ou se haverá ordem para o retorno do menino ao convívio materno. Para Karin, a data é simbólica e dolorosa: é o aniversário do filho, que ela não vê há três anos. Enquanto aguarda o julgamento, a brasileira continua mobilizando apoio nas redes sociais e entre organizações internacionais de direitos humanos, buscando garantir que o caso seja tratado com sensibilidade e celeridade.
“Minha luta é por justiça e pelo direito do meu filho de crescer com amor e segurança”, declarou Karin em uma das últimas manifestações públicas sobre o caso.
O desfecho do processo poderá representar não apenas um alívio para uma mãe, mas também um precedente importante na defesa dos direitos de crianças brasileiras em conflitos internacionais de guarda.
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