A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM) de Nova Iguaçu promoveu, nos dias 23 e 24 de agosto de 2025, três encontros do programa “Educação Ambiental com a Comunidade – Territórios em Ação”. A iniciativa reuniu moradores de diferentes regiões da cidade para discutir desafios ambientais e elaborar soluções coletivas. As atividades percorreram a Posse, o Centro e Austin, envolvendo centenas de pessoas, representantes da sociedade civil e coletivos locais.
A ComCausa integrou a programação no sábado à tarde (23/08), na sede da SEMAM, no Centro (URG I), representada por Adriano Dias. Durante sua intervenção, ele ressaltou que “é fundamental reconhecer o patrimônio ambiental e histórico de Nova Iguaçu como parte da identidade da cidade e da Baixada Fluminense. Proteger encostas, nascentes e mananciais não é apenas uma questão ambiental, mas de qualidade de vida e de justiça social.”
O que aconteceu em cada encontro
Na manhã de sábado (23/08), o encontro no Colégio Engenheiro Arêa Leão, na Posse (URG II), reuniu moradores de bairros como Caioba, Nova América, Carmary, Ponto Chic, Três Corações e Ambaí. Foram debatidas prioridades como a proteção de nascentes, mutirões de limpeza de rios e a ampliação da coleta seletiva.
À tarde, a etapa realizada na SEMAM (URG I – Centro) contou com a presença de participantes de bairros como Rancho Novo, Bairro da Luz, Engenho Pequeno, Bairro da Viga, Vila Operária e Jardim Tropical. Por meio das dinâmicas Linha do Tempo, Árvore dos Problemas e Buscando Soluções, foram identificados os principais desafios urbanos — como resíduos sólidos, drenagem, ocupações irregulares de margens e arborização — resultando em dez propostas prioritárias e dez potencialidades para o território.
No domingo (24/08), o encontro realizado no Coletivo PANCS, em Austin (URG VI), envolveu moradores de Vila Guimarães, Inconfidência, Carlos Sampaio, Cacuia, Tinguazinho, Austin e Riachão. As discussões valorizaram quintais produtivos, hortas comunitárias, saberes sobre PANCs e a articulação entre escolas, associações e coletivos locais.
Patrimônio ambiental em evidência
Durante o encontro no Centro, Adriano Dias destacou o papel estratégico de Nova Iguaçu na preservação da Mata Atlântica, lembrando que o município é guardião de um conjunto de áreas protegidas e mananciais fundamentais para o equilíbrio ambiental de toda a Região Metropolitana.
Ele ressaltou a importância da Reserva Biológica do Tinguá, com 24.812 hectares de proteção integral, um dos maiores patrimônios ambientais do estado, responsável pela regulação hídrica e pela preservação da fauna e da flora. Também citou o Parque Estadual do Mendanha, em implantação, com cerca de 4.400 hectares que abrangem Nova Iguaçu, Mesquita e Rio de Janeiro, servindo como barreira contra a expansão urbana desordenada.
Na sua fala, lembrou ainda da APA Gericinó–Mendanha, área de uso sustentável que funciona como amortecimento acima da cota de 100 metros, e do Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu, criado em 1998, com cerca de 1.100 hectares, que abriga cachoeiras, formações geológicas e trechos de Mata Atlântica. Por fim, destacou as APAs municipais de Jaceruba, Rio d’Ouro e Tinguá, que ampliam a rede de proteção de encostas e nascentes, formando um cinturão de conservação hídrica indispensável para garantir segurança no abastecimento de água.
Segundo Adriano, esse conjunto de áreas deve ser reconhecido não apenas como patrimônio ambiental, mas também como patrimônio histórico e cultural, pois carrega memórias, paisagens e modos de vida que moldaram a identidade da cidade. “Defender essas áreas significa proteger a vida, assegurar o futuro das próximas gerações e afirmar a identidade de um município que sempre esteve no coração da Baixada Fluminense”, afirmou.
Além disso, ele lembrou que Nova Iguaçu é abastecida por sistemas cruciais, como a ETA Guandu e o Sistema Acari (represas Rio d’Ouro, São Pedro e Tinguá), reforçando a necessidade de governança integrada. O Rio Iguaçu, com 43 km de extensão, nasce na Serra do Tinguá e recebe afluentes como os rios Pati, Capivari, Botas e Sarapuí, configurando uma rede que demanda ações permanentes de desassoreamento e recuperação de áreas de preservação.
Próximos passos
Os resultados das oficinas serão consolidados pela SEMAM em um documento-síntese, que servirá como referência para políticas públicas ambientais. Já a ComCausa se comprometeu a manter a cobertura jornalística por meio do PortalC3 e da RedeDH, além de apoiar campanhas educativas e fortalecer a mobilização comunitária.
Para Adriano Dias, “o grande legado desses encontros é mostrar que a população reconhece a riqueza ambiental de Nova Iguaçu e está disposta a participar ativamente de sua proteção. O desafio agora é transformar esse diagnóstico coletivo em ações concretas, permanentes e transparentes.”
Mais informações em astecmeioambiente@novaiguacu.rj.gov.br
Leia também
Caminhada pelo Dia Internacional das Pessoas Desaparecidas será neste domingo em Copacabana
| Projeto Comunicando ComCausa
| Portal C3 | Instagram C3 Oficial
______________________
Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com

______________________
Compartilhe:
