No próximo dia 19 de março, às 14h, a Praça da Matriz, em São João de Meriti, será palco do ato dramatizado “Silêncio que Mata”, uma iniciativa do Grupo de Mulheres Yepondá em parceria com aRENAFRO (Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde). A ação tem como objetivo denunciar o feminicídio e chamar a atenção para uma das dimensões mais invisibilizadas da violência de gênero: o silêncio.
Com uma proposta artística e política, o ato busca sensibilizar a população por meio da encenação e da ocupação do espaço público, reforçando a mensagem de que o silêncio diante da violência mata — e que é preciso rompê-lo. A atividade também convoca a sociedade a ouvir, acolher e agir diante dos sinais de violência contra mulheres.
A escolha do mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher, reforça o caráter simbólico e político da mobilização. Em um contexto nacional em que os índices de feminicídio seguem alarmantes, ações como essa ganham ainda mais relevância. Muitos casos são precedidos por ciclos de violência doméstica que poderiam ser interrompidos com denúncia, apoio e políticas públicas eficazes.
Na Baixada Fluminense, região historicamente marcada por desigualdades sociais e violência estrutural, o enfrentamento ao feminicídio exige não apenas ações institucionais, mas também mobilização comunitária e fortalecimento de redes de apoio. O ato “Silêncio que Mata” se insere justamente nesse esforço coletivo, reunindo mulheres, lideranças religiosas, organizações sociais e a população em geral.
Para Adriano Dias, da ComCausa – Defesa da Vida, a mobilização é também um chamado à responsabilidade coletiva diante da violência contra as mulheres.
“Romper o silêncio é uma urgência. Não podemos naturalizar a violência nem permitir que mulheres sigam sendo vítimas do medo, da omissão e da ausência de proteção. Esse ato é uma convocação à sociedade para ouvir, acolher, denunciar e agir”, afirma o jornaista Adriano Dias.
Além da denúncia, o evento também carrega uma dimensão de resistência e cuidado, expressa na frase central da campanha: “O silêncio mata. Vamos ouvir e resistir!”. A mobilização também dialoga com campanhas nacionais e internacionais que reafirmam que nenhuma mulher deve ficar para trás, sintetizado no lema presente na arte do evento: “Nenhuma a menos”.
Mais do que um ato simbólico, a atividade se coloca como um chamado à ação: romper o silêncio, fortalecer redes de proteção e exigir respostas concretas do poder público diante da violência de gênero.
Ao final, a participação da ComCausa – Defesa da Vida reforça o compromisso da organização com a promoção dos direitos humanos, o enfrentamento às violências e a defesa da vida das mulheres na Baixada Fluminense. O apoio à atividade se soma ao trabalho permanente de incidência social, mobilização comunitária e fortalecimento de redes de proteção nos territórios.
Serviço
Evento: Ato dramatizado “Silêncio que Mata”
Data: 19 de março
Horário: 14h
Local: Praça da Matriz, São João de Meriti
Realização: Grupo de Mulheres Yepondá e RENAFRO
Apoio e participação: ComCausa – Defesa da Vida
Vídeos: Acervo ComCausa | Imagem de capa ilustrativa
Leia também
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