Encontro acontece nesta sexta-feira (28), no PREVINI, e abre espaço para que moradores, organizações e representantes do poder público contribuam para o diagnóstico climático do município.
Nova Iguaçu realiza nesta sexta-feira, 28 de agosto, a 1ª Oficina Participativa de elaboração do Plano Local de Ação Climática (PLAC). Aberto à população, o encontro será realizado das 14h às 18h, no auditório do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu (PREVINI), no Bairro da Luz.
A atividade marca uma etapa importante da construção de um planejamento municipal voltado ao enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas. A proposta é ouvir diferentes setores da cidade para identificar vulnerabilidades, impactos já percebidos no território, desafios e prioridades que deverão orientar as políticas de adaptação e resiliência climática de Nova Iguaçu.
Segundo a Prefeitura, as contribuições apresentadas durante a oficina serão incorporadas ao diagnóstico climático municipal, documento que servirá de base para as próximas etapas de elaboração do PLAC.
Participação da população na construção do plano
Mais do que apresentar um documento pronto, a metodologia prevê a participação de moradores, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, instituições, pesquisadores, gestores públicos e demais atores que conhecem a realidade do município. Durante o encontro, os participantes poderão contribuir para o reconhecimento dos principais problemas relacionados às mudanças do clima no território e apontar situações que precisam receber atenção prioritária.
A participação social ganha relevância especialmente porque os efeitos da crise climática não atingem todas as pessoas e regiões da mesma forma. Questões relacionadas a enchentes e alagamentos, ondas de calor, drenagem urbana, ocupação territorial, proteção de áreas verdes, disponibilidade de água, saúde, mobilidade e infraestrutura urbana podem produzir impactos mais severos em comunidades que já convivem com vulnerabilidades sociais e ambientais.
Nova Iguaçu já desenvolve ações relacionadas à prevenção de enchentes e à adaptação climática. Entre elas estão intervenções de macrodrenagem e projetos voltados à redução de riscos e ao aumento da capacidade do município de responder a eventos extremos.
Programa envolve municípios de todo o Estado do Rio
A elaboração do plano iguaçuano integra uma iniciativa mais ampla desenvolvida por meio do Programa Ambiente Resiliente, da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade.
Neste primeiro ciclo, 34 municípios das sete regiões hidrográficas do Estado do Rio de Janeiro participam de oficinas destinadas à construção dos diagnósticos que darão origem aos respectivos Planos Locais de Ação Climática. As atividades começaram em 5 de agosto e seguem até 11 de setembro.
Além de Nova Iguaçu, municípios da Baixada Fluminense como Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Mesquita, Queimados e Paracambi estão entre os contemplados. O objetivo é permitir que cada cidade estabeleça seu planejamento considerando características ambientais, urbanas, sociais e territoriais próprias, em vez de adotar respostas padronizadas para problemas que se apresentam de maneiras diferentes em cada município.
Segunda etapa será realizada em novembro
A oficina desta sexta-feira corresponde ao primeiro momento do processo participativo. Após a consolidação das informações, está previsto para novembro de 2026 um segundo ciclo de oficinas, quando deverão ser debatidas estratégias e prioridades para os Planos Locais de Ação Climática.
A previsão é que os 34 planos sejam concluídos em 2027.
Em Nova Iguaçu, a articulação para a construção da política climática envolve diferentes áreas da administração municipal. A Prefeitura informou que foi constituído um grupo de trabalho com participação de setores como Agricultura e Meio Ambiente, Saúde, Educação e Defesa Civil, além de representantes da sociedade civil.
O município também integra ações estaduais voltadas à redução de riscos de desastres e à promoção da resiliência urbana. Nova Iguaçu esteve entre as cidades consideradas em avaliações realizadas pelo Governo do Estado e pela ONU-Habitat sobre riscos, vulnerabilidades e capacidade de resposta aos efeitos climáticos.
Planejar hoje para enfrentar os riscos do futuro
A elaboração de um Plano Local de Ação Climática permite transformar diagnósticos sobre o território em estratégias de médio e longo prazo. O instrumento pode orientar políticas de adaptação às mudanças climáticas, prevenção de desastres, proteção ambiental, planejamento urbano, redução de vulnerabilidades, infraestrutura resiliente e soluções baseadas na natureza, além de contribuir para que decisões e investimentos públicos levem em consideração cenários climáticos futuros.
Nesse processo, a primeira oficina funciona também como espaço para que a experiência cotidiana das comunidades seja incorporada ao planejamento técnico. Moradores de áreas que convivem com enchentes, calor excessivo, falta de arborização, problemas de drenagem ou outras vulnerabilidades podem contribuir diretamente para a leitura do território.
ComCausa e Ministério das Cidades
Serviço:
1ª Oficina Participativa de elaboração do Plano Local de Ação Climática de Nova Iguaçu – PLAC
Data: sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Horário: 14h às 18h
Local: Auditório do PREVINI
Endereço: Rua Antenor de Moura Raunheitti, nº 95, Bairro da Luz, Nova Iguaçu
Participação: aberta ao público, mediante inscrição
Inscrições: https://forms.gle/Ae7pbu7YiP37wRaA8
imagem de capa ilustrativa
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