Nilópolis celebra dia internacional da mulher negra, latinoamericana e caribenha

Em homenagem ao dia Internacional da Mulher Negra, Latino americana e Caribenha, no dia 25 de julho, a Casa da Mulher Nilopolitana realizou uma palestra nesta semana com o objetivo de destacar a importância da luta no combate ao racismo.

Ministradas pela assistente social da Casa da Mulher, Simone Cristina, e pela professora da oficina de trança, Emilly Santos, a palestra abordou a importância das mulheres que fizeram e ainda fazem a diferença. Mulheres negras que oferecem ou deixaram um legado de resistência ao próximo.

“A nossa luta por igualdade, por melhores acessos, por um tratamento digno e de qualidade para a mulher, independente de cor ou gênero é um dos nossos maiores desafios a serem conquistados” disse a superintendente dos Direitos da Mulher, professora Nilcea Clara Cardoso.

SOBRE A DATA COMEMORATIVA:

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha nasceu em 1992 em um encontro de mulheres negras em Santo Domingos, na República Dominicana. Elas definiram a data e criaram uma rede para pressionar a Organização das Nações Unidas (ONU) a assumir a luta contra as opressões de raça e gênero.

A população negra no Brasil corresponde a maioria, 54%, segundo o IBGE. De acordo com a Associação de Mujeres Afro, na América Latina e no Caribe, 200 milhões de pessoas se identificam como afrodescendentes.

Porém, tanto no Brasil quanto fora dele, essa parcela populacional, principalmente as mulheres, também é a que mais sofre com violência. A mulher negra é, ainda hoje, a principal vítima de feminicídio, das violências doméstica, obstétrica e da mortalidade materna, além de estar na base da pirâmide socioeconômica do país.

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Marcos Gayoso

Ativista, músico, compositor e jornalista comunitário.