Dom Luciano Bergamin celebra 25 anos de episcopado com missa solene

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A Diocese de Nova Iguaçu celebra, no próximo dia 20 de maio, terça-feira, às 18h, o Jubileu de Prata Episcopal de Dom Luciano Bergamin, CRL, em uma missa solene na Catedral de Santo Antônio de Jacutinga. O evento marca os 25 anos de missão episcopal de Dom Luciano, reconhecido por seu compromisso com o evangelho, a justiça social e o diálogo com as comunidades.

Natural da Itália e membro da Congregação dos Cônegos Regulares Lateranenses (CRL), Dom Luciano desempenhou importante papel à frente da Diocese de Nova Iguaçu, onde atuou por mais de uma década com forte presença pastoral nas periferias urbanas e no apoio aos movimentos sociais.

A celebração reunirá bispos, padres, religiosos, religiosas, leigos, autoridades civis e fiéis de diversas regiões, como forma de homenagem à sua trajetória de serviço à Igreja no Brasil. O momento será também de renovação da fé e gratidão pela vida e ministério daquele que sempre defendeu uma Igreja próxima dos pobres, em sintonia com o espírito do Papa Leão XlV.

O Jubileu de Prata é mais do que uma marca temporal — é a celebração de uma caminhada dedicada ao povo de Deus, à formação de novas lideranças e à promoção da paz, da solidariedade e da dignidade humana.

Recentemente a Paróquia Sagrada Família, localizada no bairro da Posse, em Nova Iguaçu, recebeu  uma missa em memória das vítimas da Chacina da Baixada. A celebração foi presidida por dom Luciano Bergamin bispo emérito da Diocese de Nova Iguaçu e padre Davinir.

O evento religioso reuniu familiares, amigos e representantes da sociedade civil para prestar homenagem às 29 pessoas assassinadas em 31 de março de 2005. Entre os presentes, Silvania Azevedo, irmã de Renato, uma das vítimas da chacina, representou os familiares na cerimônia. Durante a missa em memória das 30 famílias atingidas e das 29 pessoas mortas na Chacina da Baixada, ocorrida em 31 de março de 2005, o bispo emérito Dom Luciano destacou a importância da solidariedade e do amor como formas de enfrentamento à violência. A celebração reuniu parentes das vítimas e membros da sociedade civil, incluindo Silvana Azevedo, que representou os familiares no ato de homenagem.

Dom Luciano relembrou aquela noite trágica e o impacto causado pelo massacre, mencionando que foi chamado pelo então prefeito da cidade, que, visivelmente abalado, relatou a existência “de corpos espalhados por todos os lados”. O bispo emérito enfatizou a necessidade de manter viva a memória daqueles que partiram e de acolher os que ficaram. “Mesmo com o passar do tempo, temos que continuar firmes na solidariedade e no amor para enfrentar a violência, fazendo memória daqueles que partiram e acolhendo aqueles que ficaram”, afirmou Dom Luciano.

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