Uma nova acusação por estupro e violência foi feita contra o rapper Carlos Cardoso, conhecido como MC Estudante, e registrada na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A denunciante afirmou ter sido vítima de estupro duas vezes durante o relacionamento com o artista — uma delas com filmagem do crime. Além disso, ela relatou agressões físicas, perseguições, ameaças e xingamentos após o fim do relacionamento.
Segundo a vítima, que manteve uma relação com Carlos entre 2018 e 2024, os abusos começaram ainda no período em que estavam juntos. Um dos estupros teria ocorrido dentro da casa da mãe do cantor. Em outro episódio, em setembro de 2024, ela foi agredida a tapas dentro do carro do artista, após uma discussão motivada por ciúmes, e acabou sendo expulsa do veículo na movimentada Avenida Brasil. Durante o ataque, foi chamada de “vagabunda” e “piranha”.
A mulher afirma que, após esse episódio, passou a ser perseguida e ameaçada. Ela também revelou que foi estuprada por Carlos em 2023 e que ele teria registrado o crime em vídeo. A denúncia, feita nesta semana, amplia a gravidade das acusações contra o artista e reforça o padrão de violência descrito por outras mulheres.
Acusações se acumulam contra o rapper
Essa é a quarta ocorrência envolvendo o nome de MC Estudante somente nesta semana. A primeira a vir a público foi Maria Eduarda Paim, ex-namorada do cantor. Na última terça-feira (24), ela o denunciou por lesão corporal, estupro e ameaça. Maria Eduarda divulgou imagens de agressões nas redes sociais e relatou episódios de sequestro, cárcere privado, controle abusivo e coerção sexual durante o relacionamento.
Segundo ela, foi obrigada a deixar três empregos, ameaçada de ter vídeos íntimos expostos, forçada a fazer sexo com outras pessoas e mantida trancada por três dias. “Fiquei calada por muito tempo, mas uma amiga me contou que ele também estuprou ela em 2018. Foi aí que percebi que eu não era a única”, disse Maria Eduarda, que também publicou fotos com hematomas e vídeos em que Carlos aparece com uma faca, gritando ameaças.
Em um dos relatos mais impactantes, Maria Eduarda contou que conseguiu fugir de Carlos quando ele parou o carro em um engarrafamento. “Corri na contramão do trânsito e um motoqueiro me ajudou a sair dali”, afirmou.
Defesa do cantor contesta e o acusa de volta
A defesa de MC Estudante afirma que ele também registrou ocorrência contra Maria Eduarda por calúnia, difamação, lesão corporal e denunciação caluniosa. Em nota, seus advogados negam qualquer prática de abuso sexual e dizem que o relacionamento era marcado por ciúmes, impulsionados pela descoberta de que ela vendia conteúdo adulto na internet.
Carlos também se manifestou publicamente, dizendo que “nada justifica seus erros, mas nem tudo que está sendo dito é verdade”. Ele afirma ter sido agredido por Maria Eduarda e mostrou ferimentos nos braços que, segundo ele, seriam resultado de tentativas de se defender das agressões dela.
“Era um relacionamento tóxico e fora de controle. Carlos se arrepende profundamente das proporções que essa convivência tomou, mas ele está à disposição da Justiça para esclarecer os fatos”, diz o comunicado da defesa.
Até o momento, as autoridades policiais não divulgaram se haverá medidas cautelares contra o artista. O caso segue sob investigação, com novas denúncias sendo apuradas e outras possíveis vítimas sendo ouvidas.
Se você está em situação de violência ou conhece alguém que esteja, procure ajuda.
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM)
Ministério Público e Defensorias Públicas estaduais
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