O CIEP 325 – Austregésilo de Athayde, localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi alvo de três furtos em menos de sete dias. A sequência de crimes está comprometendo o funcionamento da unidade e afetando diretamente o direito à educação de dezenas de crianças da comunidade.
O primeiro ataque ocorreu na madrugada de segunda-feira, 7 de julho, quando criminosos invadiram a escola e levaram toda a fiação elétrica e o quadro de luz. Sem energia, as atividades pedagógicas precisaram ser suspensas por tempo indeterminado.
A esperança de retomada foi frustrada na sexta-feira, 11 de julho, poucas horas antes da concessionária Light restabelecer o serviço. Novamente, a escola foi invadida, e os cabos recém-instalados e o quadro de luz foram furtados pela segunda vez.
O terceiro furto aconteceu no segunda-feira, 14 de julho. Dessa vez, além dos danos à infraestrutura elétrica, os criminosos levaram importantes equipamentos usados em sala de aula: duas televisões de 50 polegadas, uma caixa de som grande, uma caixa de som recarregável, dois tablets e um retroprojetor.
A direção da escola registrou boletim de ocorrência e acionou as autoridades locais. No entanto, a sensação de insegurança permanece, e a comunidade escolar teme novos ataques. Sem energia elétrica, muitos espaços estão inutilizáveis, e o prejuízo ao processo de aprendizagem é evidente.
Mobilização da comunidade
Diante da inércia das autoridades, moradores e responsáveis pelos alunos começaram a se mobilizar por mais segurança e fiscalização na região. A escola atende dezenas de crianças em situação de vulnerabilidade, e a falta de aulas representa mais que uma interrupção do conteúdo — significa menos acesso à alimentação, acolhimento e proteção.
Entidades como a ComCausa, que atuam na Defesa da vida e dos direitos sociais na Baixada, alertam para a urgência de políticas públicas que protejam os espaços educativos. “Uma escola saqueada é uma comunidade abandonada. É preciso garantir que esses territórios tenham investimento, presença do Estado e escuta das famílias”, afirma a organização.
A população pode colaborar com informações sigilosas que ajudem na identificação dos responsáveis pelos crimes. Denúncias podem ser feitas pelo Disque-Denúncia (2253-1177) ou diretamente à polícia local.
Escolas são patrimônio da comunidade
Mais do que prédios, as escolas são centros de esperança e transformação social. A destruição de uma unidade de ensino representa um ataque direto ao futuro da infância, principalmente nas periferias, onde a educação pública é um dos poucos caminhos para romper ciclos de exclusão.
A comunidade de Nova Iguaçu pede socorro — e não pode mais esperar.
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