Dia Internacional das Mulheres Rurais destaca trabalho, terra e segurança alimentar

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Lembrada em 15 de outubro, a data valoriza agricultoras, trabalhadoras do campo e lideranças comunitárias, além de chamar atenção para direitos e desafios de produção e comercialização.

O Dia Internacional das Mulheres Rurais, lembrado em 15 de outubro, convida a reconhecer o trabalho de agricultoras, assentadas, pescadoras artesanais, extrativistas e outras mulheres que sustentam a produção de alimentos e a vida comunitária. A data, reconhecida pela Organização das Nações Unidas, também chama atenção para barreiras de acesso à terra, ao crédito, à assistência técnica, à infraestrutura e à proteção contra diferentes formas de violência.

O protagonismo feminino no campo nem sempre recebe a mesma visibilidade que sua contribuição efetiva. Muitas trabalhadoras acumulam produção agrícola, tarefas domésticas, cuidado de crianças e familiares e participação em associações, sem que esse conjunto de atividades seja plenamente valorizado pelas políticas públicas.

Terra, renda e autonomia

O fortalecimento da agricultura familiar depende de condições concretas para plantar, colher, transportar e comercializar. Para as mulheres, esse processo envolve ainda reconhecimento como produtoras, titularidade de direitos, acesso a equipamentos, formação e participação nas decisões de cooperativas e associações.

A segurança alimentar tem relação direta com a diversidade da produção e com a permanência de famílias em seus territórios. Hortas, pequenas propriedades e iniciativas agroecológicas ajudam a aproximar alimentos de comunidades, mas precisam de apoio público consistente para não depender apenas do esforço de quem produz.

O campo também faz parte da Baixada Fluminense

Embora frequentemente lembrada por suas áreas urbanizadas, a Baixada Fluminense também abriga experiências de agricultura familiar, assentamentos, comunidades rurais e preservação de saberes ligados à terra. Em 2025, o Portal C3 registrou a aproximação da ComCausa com o Assentamento Terra Prometida e a Associação Rural do Capivari, na região de Xerém, em Duque de Caxias.

A reportagem destacou desafios de comercialização, organização comunitária e valorização da memória rural. São questões que ajudam a explicar por que desenvolvimento regional não pode ser pensado apenas a partir das áreas centrais e das atividades industriais: a produção agrícola e suas trabalhadoras também integram a economia e a cultura do território.

Direitos das mulheres e enfrentamento das violências

Políticas para o campo devem considerar acesso à saúde, educação, transporte, documentação, proteção social e mecanismos de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e de gênero. Esses direitos não deixam de existir por causa da distância dos equipamentos públicos.

A data reafirma que reconhecer mulheres rurais é escutar suas demandas, ampliar sua participação política e criar condições para que possam produzir, preservar conhecimentos e viver com autonomia. Valorizar o alimento que chega à mesa também significa valorizar quem o cultiva e garantir direitos a quem trabalha no campo.

imagem de capa ilustrativa

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