O corpo de Nicolly Fernanda Pogere, de 15 anos, foi encontrado na última sexta-feira, 18 de julho de 2025, em circunstâncias que revelam um grau de crueldade capaz de chocar até os investigadores mais experientes.
A adolescente, que havia saído da Escola Estadual Professor Cláudio Roberto Marques, no Jardim Santa Clara do Lago, desapareceu no caminho de volta para casa. Horas depois, sua vida foi interrompida de forma violenta, deixando marcas de tortura e indícios de violência sexual, conforme atestam os primeiros laudos periciais.
Segundo fontes próximas à investigação, conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Hortolândia, Nicolly foi submetida a um nível de violência incomum mesmo para casos de feminicídio. Seu corpo apresentava sinais de agressões físicas extremas, sugerindo que a jovem pode ter sido mantida em cativeiro antes de ser assassinada. A perícia trabalha para determinar se houve mais de um agressor e se Nicolly conhecia seus algozes.
A última vez que a adolescente foi vista com vida foi por volta das 13h30 do 18 de julho de 2025, quando deixou a escola. Familiares e amigos iniciaram uma busca frenética após notarem sua ausência, mas o desfecho foi trágico. O corpo foi localizado em uma área de mata próxima a um terreno baldio, longe do trajeto habitual que Nicolly fazia diariamente.
A investigação e a pressão por justiça
A Polícia Civil já rastreia possíveis suspeitos, incluindo indivíduos com passagem pela região e casos anteriores de violência contra mulheres. As autoridades não descartam a hipótese de que o crime tenha sido cometido por mais de uma pessoa, dada a brutalidade do cenário.
O contexto que permite tragédias como essa
O assassinato de Nicolly escancara uma realidade perversa: meninas pobres, periféricas e negras estão entre as principais vítimas da violência de gênero no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2024, mais de 1.400 meninas de até 19 anos foram vítimas de homicídio no país – muitas delas após sofrerem violência sexual. Em Hortolândia, a comoção se transformou em protesto. Moradores organizaram um ato exigindo maior segurança, além de políticas efetivas de proteção a crianças e adolescentes.
O que resta?
Além da dor da família, resta a pergunta: quando o Brasil vai tratar a violência contra meninas como uma emergência? Enquanto autoridades prometem respostas, a sociedade se pergunta quantas Nicollys ainda precisarão morrer antes que a mudança aconteça.
Organizações de defesa dos direitos das mulheres, como a ComCausa, cobram celeridade nas investigações e lembram que o caso de Nicolly não é isolado.
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Nicolly Fernandes Marques: mais um caso de feminicídio infantil
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