Adolescente desaparecida é encontrada ferida e morre em Queimados

Gabriely Victoria Nascimento

A morte da adolescente Gabriely Victoria Nascimento, de 16 anos, moradora do bairro Santiago, em Queimados, na Baixada Fluminense, está sendo investigada pela Polícia Civil. A jovem estava desaparecida desde domingo (3), foi encontrada ferida na região da linha férrea do município na quarta-feira (6) e chegou sem vida à unidade de pronto atendimento para onde foi levada.

De acordo com relatos da família, Gabriely foi localizada por um rapaz, caída e desorientada próximo à linha do trem. Ele teria reconhecido a adolescente e a levado até a casa dos familiares. A jovem chegou bastante debilitada, com ferimentos pelo corpo e sem condições de explicar o que havia acontecido durante o período em que esteve desaparecida.

Pouco depois de chegar em casa, Gabriely voltou a passar mal e desmaiou. A família buscou atendimento médico com urgência, mas a adolescente já teria chegado sem vida à UPA de Queimados. As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas.

Familiares suspeitam que Gabriely possa ter sido vítima de violência enquanto esteve desaparecida e cobram investigação rigorosa. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a dinâmica do caso, nem sobre a causa da morte.

O sepultamento, inicialmente marcado para quarta-feira (6), às 17h, no Cemitério Vale da Saudade, em Queimados, foi adiado após solicitação da 55ª DP. A delegacia pediu a realização de uma nova perícia no corpo da adolescente, diante de questionamentos sobre a análise inicial feita pelo Instituto Médico Legal.

Com a nova perícia, o enterro foi remarcado para quinta-feira (7), em horário ainda a ser confirmado pela família. O procedimento pode ser decisivo para esclarecer se houve agressão, violência sexual, atropelamento, queda, abandono ou outra circunstância relacionada à morte.

O caso reacende a preocupação com desaparecimentos de adolescentes e jovens na Baixada Fluminense, região marcada por altos índices de violência, falhas históricas de investigação e denúncias de vulnerabilidade social. Para familiares de vítimas, as primeiras horas após um desaparecimento são fundamentais para localizar a pessoa com vida e preservar provas.

A investigação deve apurar onde Gabriely esteve desde domingo, quem teve contato com ela, como a adolescente chegou à região da linha férrea e por que apresentava ferimentos. A análise pericial, imagens de câmeras, depoimentos de testemunhas e registros telefônicos podem ajudar a reconstruir os últimos passos da jovem.

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