Os moradores de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, enfrentam há cerca de 10 dias a interrupção no fornecimento regular de água. O problema, que começou no bairro Vale do Ipê, já afeta outras localidades do município, onde vivem aproximadamente 515 mil pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A situação se agrava diante das altas temperaturas, que ultrapassam os 40°C, tornando ainda mais difícil o dia a dia da população.
Relatos de moradores apontam a precariedade do serviço prestado pela Águas do Rio, concessionária responsável pelo abastecimento. “Ficamos dias sem água, e quando volta, é só um filete. Não dá para fazer nada”, desabafa um residente. Além da irregularidade no fornecimento, a falta de informações claras e de medidas eficazes por parte da empresa tem gerado indignação.
A prefeitura de Belford Roxo tenta intermediar o diálogo entre a população e a concessionária, mas até o momento não há previsão para a normalização do abastecimento. Enquanto isso, muitas famílias precisam recorrer a caminhões-pipa ou comprar água mineral para atender às necessidades básicas, como higiene e alimentação.
A Águas do Rio atribui a crise à falta de chuvas, que reduziu a captação nos mananciais, e ao aumento do consumo devido ao calor intenso. A empresa afirma ter ampliado a frota de caminhões-pipa e adotado medidas operacionais para otimizar a distribuição. No entanto, moradores criticam a falta de planejamento e o não cumprimento do contrato de concessão, que garante o fornecimento contínuo e de qualidade.

O problema em Belford Roxo reflete uma crise mais ampla na Baixada Fluminense, onde a gestão dos recursos hídricos e a eficiência das concessionárias são frequentemente questionadas. A escassez de água na região evidencia a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura e de maior transparência na prestação dos serviços.
Enquanto aguardam uma solução definitiva, milhares de famílias seguem enfrentando dificuldades, em uma realidade que compromete não apenas o bem-estar da população, mas também o acesso a um direito fundamental: a água potável.
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