A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro foi impedida de participar das necropsias das vítimas da operação policial realizada em 28 de outubro, que resultou na morte de mais de 120 pessoas, tornando-se a maior chacina registrada na história do país. O caso ocorreu em comunidades da Baixada Fluminense e da Zona Norte do Rio, durante ações coordenadas por forças estaduais sob o comando do governador Cláudio Castro.
Segundo informações da própria Defensoria, representantes do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NUDEDH) e do Núcleo de Defesa da Cidadania (NUDEDIC) compareceram ao Instituto Médico Legal (IML) com o objetivo de acompanhar os procedimentos, garantindo transparência e legalidade às perícias. No entanto, o acesso foi negado por agentes de segurança, sem justificativa formal.
A Defensoria afirmou que o acompanhamento de necropsias é uma prerrogativa legal prevista em protocolos nacionais e internacionais, como o Protocolo de Minnesota sobre Investigação de Mortes Potencialmente Ilícitas, adotado pela ONU, que assegura a observação de representantes de órgãos de controle, vítimas e instituições de direitos humanos em casos de mortes decorrentes de intervenção policial.
Moradores denunciam que policiais chegaram atirando e torturaram rendidos na Penha
Moradores da Penha afirmam que, durante a operação realizada na região, agentes chegaram atirando e praticaram tortura contra pessoas que já haviam se rendido, descrevendo cenas de violência extrema e execução sumária. Familiares e vizinhos pedem investigação imediata e responsabilização, enquanto organizações de direitos humanos exigem acesso às perícias e o acompanhamento da Defensoria Pública para preservar provas e garantir a apuração independente dos fatos.
Leia também
Chega de Massacre: Penha terá manifestação unificada no Campo do Ordem
| Projeto Comunicando ComCausa
| Portal C3 | Instagram C3 Oficial
______________________
Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com

______________________
Compartilhe:
