Duque de Caxias vai receber, em 29 de abril de 2026, às 15h, um encontro voltado à preservação do patrimônio sacro da Baixada Fluminense. Com o tema “Fé que preserva: o papel das instituições religiosas na salvaguarda do patrimônio da Baixada Fluminense”, a programação prevê exposição fotográfica e roda de conversa sobre os caminhos para proteger igrejas, acervos e memórias religiosas da região. Segundo as informações disponíveis, o local do evento ainda não foi informado publicamente. A mediação ficará a cargo da professora doutora Tania Amaro, com participação de pesquisadores e religiosos convidados.
O debate ocorre na semana em que o estado do Rio marca oficialmente o Dia da Baixada Fluminense, celebrado em 30 de abril. A data foi instituída por lei estadual em 2002 e, depois, reforçada por nova legislação que determinou atividades pedagógicas nas escolas públicas estaduais ao longo da semana comemorativa. A proposta do encontro dialoga com esse esforço de valorização regional ao colocar no centro da discussão um patrimônio que ajuda a contar a formação histórica, cultural e religiosa da Baixada.
A pauta tem peso regional. Em sentido amplo, a Baixada Fluminense reúne 13 municípios e concentra algo entre 3,7 milhões e 4 milhões de moradores, enquanto Duque de Caxias, um dos principais territórios dessa rede urbana, tinha 808.161 habitantes no Censo 2022 e população estimada em 866.225 pessoas em 2025. Falar de patrimônio religioso nesse contexto significa discutir não só fé, mas identidade, memória coletiva, turismo cultural, educação patrimonial e ocupação histórica do território.
O tema ganha ainda mais relevância em uma cidade que abriga marcos históricos como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, um dos símbolos da presença colonial na região. O templo, tombado em 1938, foi reaberto em 2023 após obras de conservação e restauração com investimento de cerca de R$ 2 milhões, depois de permanecer fechado ao público desde 2014. O caso expõe um ponto central do debate: preservar bens religiosos antigos exige articulação contínua entre poder público, instituições responsáveis pelos templos, comunidade e políticas permanentes de manutenção, para evitar que a recuperação aconteça apenas depois de longos períodos de deterioração.
A programação anunciada inclui a exposição “Entre o tempo e a fé: conservação do patrimônio sacro na Baixada”, com mostra fotográfica de Filipo Tardim, e a roda de conversa “Desafios e caminhos para a preservação do patrimônio sacro na Baixada”. Entre os convidados divulgados estão Elaine Gusmão, Josias Leal, Bruno de Oliveira, Ronaldo Souza, Yans S. Dipati, José Saulo Farias e Renata Oliveira. A composição do encontro indica uma tentativa de reunir produção acadêmica, experiência religiosa e reflexão pública sobre um problema antigo: como proteger acervos, edifícios e tradições que atravessam séculos em uma região marcada por expansão urbana acelerada, pressão imobiliária e desigualdades históricas.
Serviço
Evento: Fé que preserva: o papel das instituições religiosas na salvaguarda do patrimônio da Baixada Fluminense
Data: 29 de abril de 2026
Horário: 15h
Programação: exposição e roda de conversa
Local: Instituto municipal Duque de Caxias
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