A Polícia Civil do Rio de Janeiro continua à procura de cinco suspeitos envolvidos em um caso de estupro coletivo ocorrido no início de fevereiro de 2026, na comunidade Trio de Ouro, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A vítima é uma adolescente de 13 anos, que foi capturada por homens armados, baleada de raspão na cabeça e submetida a violência sexual por um grupo de sete pessoas.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, a menina foi confundida com a namorada de um integrante de facção rival. Ela frequentava a comunidade por ter parentes na região e foi levada a um “tribunal do tráfico”, onde o estupro coletivo foi imposto como punição. A vítima só foi liberada após um dos agressores perceber o erro de identidade, possivelmente após uma ligação recebida por um dos envolvidos.
Sete suspeitos foram identificados no total, incluindo um adolescente e uma mulher, que teria ajudado a imobilizar a vítima durante o crime. Contra os seis maiores de idade, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva no dia 10 de fevereiro de 2026. No entanto, dois deles já não respondem mais ao processo: um foi morto por criminosos da própria comunidade, e outro foi espancado pelo grupo e preso ao buscar atendimento em um hospital local — esse último já tinha antecedentes por estupro e tráfico de drogas.
Os cinco procurados atualmente são:
- Samir Luan Evangelista dos Santos
- Matheus Eduardo da Silva Fernandes
- Kalayne Aparecida Nascimento Teixeira
- Fábio Rayan Santos de Jesus
- Um adolescente, contra o qual foi expedido mandado de busca e apreensão pela Vara da Infância e Juventude.
A polícia reforça o pedido de informações anônimas por meio de canais como o Disque-Denúncia, que divulgou cartaz com imagens dos suspeitos para auxiliar na localização deles. A vítima segue recebendo atendimento médico e psicológico, em meio aos graves traumas decorrentes da violência sofrida.
Esse caso chocante ocorreu poucos dias após outro estupro coletivo registrado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, envolvendo uma adolescente de 17 anos — fato que tem gerado debate sobre a violência sexual contra menores no estado. Especialistas alertam para os impactos profundos, como medo, vergonha e culpa, que perseguem as vítimas de crimes dessa natureza. A investigação prossegue com sigilo para preservar a identidade da menor.
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