Jovem é encontrada morta em UPA de Belford Roxo e suspeito segue foragido

Samara Santos

Uma jovem identificada como Samara Santos foi encontrada sem vida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na manhã de sexta-feira, 1º de maio de 2026. Segundo informações divulgadas por pessoas próximas, ela teria sido vítima de feminicídio e o principal suspeito do crime é o seu ex- companheiro, conhecido como “Bê”, segue foragido.

O caso ocorreu após um episódio de violência dentro de um relacionamento, a jovem tinha meida protetiva contra o suspeito apontado como o autor do crime. Samara chegou a ser levada à unidade de saúde, mas não resistiu. A morte reforça o cenário preocupante da violência contra a mulher no estado do Rio de Janeiro, onde casos de feminicídio continuam a ser registrados com frequência, apesar de leis específicas de proteção.

O feminicídio é tipificado como crime hediondo no Brasil desde a Lei nº 13.104/2015, que alterou o Código Penal para incluir o assassinato de mulheres por razões de gênero. A legislação prevê penas mais severas quando o crime envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Relatos indicam que Samara era conhecida por amigos e familiares como uma jovem trabalhadora, com planos de vida e forte vínculo com a família. A morte gerou comoção nas redes sociais e entre moradores da região, que pedem justiça e cobram agilidade na localização do suspeito.

Informações sobre o paradeiro do homem apontado como autor do crime estão sendo solicitadas por canais de denúncia. O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes, que ainda não divulgaram detalhes oficiais sobre a dinâmica do crime ou possíveis antecedentes de violência no relacionamento.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres reforçam a importância de denunciar sinais de violência doméstica e buscar apoio em redes de proteção. Especialistas alertam que muitos feminicídios são precedidos por ciclos de agressões físicas e psicológicas que poderiam ser interrompidos com intervenção precoce.

Na Baixada, a situação é considerada crítica. Em 2022, Duque de Caxias concentrou 23% dos casos de feminicídio da região, seguido por Belford Roxo, com 19%, e Nova Iguaçu, com 17%. O dado reforça o peso dos grandes municípios da Baixada no mapa da violência de gênero.

Belford Roxo também aparece entre os municípios da Baixada com maior presença de chamadas relacionadas à violência contra a mulher, ao lado de Japeri, Queimados, Seropédica e Magé. A região conta com Delegacias de Atendimento à Mulher em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo e São João de Meriti, mas a repetição de casos evidencia dificuldades de prevenção, acolhimento e resposta rápida.

A investigação deve esclarecer a dinâmica do crime, eventuais antecedentes de violência e possíveis responsabilidades pela fuga do suspeito. Informações sobre o paradeiro dele podem ser repassadas pelo telefone (21) 2253-1177.

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