Leniel Borel denuncia ameaças e teme ser a próxima Marielle no Rio

Leniel caso Henry Borel #ComCausa (1)

O vereador carioca Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, brutalmente assassinado em 2021, afirmou estar sendo alvo de uma série de ameaças que, segundo ele, partem de uma organização criminosa liderada por familiares do réu Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. Em entrevista exclusiva ao BacciNotícias, Leniel revelou temer pela própria vida:

“Hoje eu temo me tornar uma próxima Marielle aqui no Rio de Janeiro”, disse, fazendo referência ao assassinato da vereadora Marielle Franco, executada em 2018 por motivações políticas.

Desde a morte de Henry, Leniel afirma viver sob constante vigilância e intimidação. Segundo ele, o grupo responsável pelas ameaças busca desacreditá-lo publicamente e removê-lo do júri popular que decidirá o destino dos acusados pelo assassinato de seu filho.

“Eles estão tentando contra a minha vida. Assessores do Jairo, o próprio Jairo, familiares… querem me apagar, me calar, parar esse pai”, afirmou o vereador.

Entre as estratégias denunciadas, estão:

  • Lives de difamação feitas por aliados de Jairinho, como Fernanda Piacentini (350 transmissões contra Leniel)
  • Alegações falsas de agressão, supostamente promovidas por uma pastora dos EUA
  • Cooptação de seu ex-advogado para confundir o processo
  • Uso de “milícia digital” para espalhar ataques e desinformação

“O foco deles é o júri. Querem que eu chegue descredibilizado ou seja removido do processo. A vitória deles é me silenciar”, declarou.

Queixas-crime e apelos ao Ministério Público

Leniel já protocolou duas queixas-crime contra o coronel da reserva da PM, Jairo Souza Santos, pai de Jairinho. Em transmissões ao vivo, o coronel o chamou de “vagabundo” e “pilantra”, e insinuou que o vereador teria responsabilidade na morte do próprio filho — uma acusação que revoltou a opinião pública.

As ações estão sendo analisadas pela 14ª e 32ª Varas Criminais do Rio de Janeiro.

“Estive com o Procurador-Geral de Justiça e no Núcleo de Apoio a Vítimas. As ameaças aumentaram. O próximo passo é atentarem contra minha vida”, alertou.

“Vítima direta e indireta”: pressão e dor contínua

A defesa de Leniel sustenta que ele é vítima indireta do homicídio de Henry, e vítima direta dos crimes subsequentes, que incluem:

  • Perseguição (stalking)
  • Crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria)
  • Coação no curso do processo (Art. 344 do Código Penal)

O vereador também destacou que as agressões se intensificaram desde que foi eleito para a Câmara Municipal, dando ainda mais visibilidade ao seu papel no processo.

“Essa organização está claramente estruturada. Já apresentamos provas desde o começo. São ataques constantes contra mim, minha família e minha reputação”, afirmou.

Caso segue em segredo de Justiça

O processo do assassinato de Henry Borel continua em segredo de Justiça. Monique Medeiros, mãe do menino, e Dr. Jairinho respondem por homicídio triplamente qualificado.

A atuação de Leniel no caso — como pai, vítima e agora figura pública — vem sendo considerada crucial para manter o caso em evidência. Sua denúncia recente, no entanto, lança luz sobre um novo risco: o uso de redes criminosas para intimidar familiares de vítimas e interferir no curso da Justiça.

Como ajudar:

  • Apoio público: Compartilhe as denúncias com a hashtag #JustiçaPorHenry
  • Pressão institucional: Cobre ação do MP e proteção ao vereador
  • Denúncia anônima: Disque 127 (MP-RJ) ou 181 (Polícia Civil)

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