Mãe de Paloma Batista exige justiça após feminicídio brutal em Nilópolis

Paloma Batista

A dor de perder uma filha para a violência agora se transforma em clamor por justiça. Paloma Batista de Oliveira, de 29 anos, foi assassinada com sinais de espancamento dentro de casa, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, na noite da última quinta-feira (14). O principal suspeito do crime é o ex-namorado, com quem a vítima mantinha um relacionamento recente, descrito como conturbado e agressivo por pessoas próximas.

O crime, tratado como feminicídio, revoltou familiares e vizinhos, e acendeu mais uma vez o alerta para os índices de violência letal contra mulheres no Estado do Rio de Janeiro, especialmente na Baixada.

“Ele vai sentir na pele o que é a dor de uma mãe que perde uma filha com tanta barbaridade”, declarou Maria Verônica de Oliveira Vieira, mãe da vítima, em entrevista à TV Globo. “Eu quero que ele pague pelo que fez.”

Vítima deixa três filhos e histórico de relação abusiva

Paloma era mãe de três crianças, de 11, 6 e 4 anos. De acordo com Andressa Coloni, amiga da vítima e da família, o relacionamento com o suspeito durava apenas três meses, mas já era marcado por brigas frequentes e comportamentos possessivos.

“Infelizmente, aconteceu o que a gente teme quando vê um relacionamento desses. Ela tinha três filhos pequenos… a gente só quer justiça”, disse Andressa, visivelmente abalada.

Segundo testemunhas, o agressor teria ficado com o celular da vítima após o crime e apagado fotos e vídeos das redes sociais, inclusive os registros do casal. O gesto é interpretado como tentativa de controle da memória e das evidências digitais, prática comum em casos de violência de gênero com componente psicológico e simbólico.

Investigação em andamento

O corpo de Paloma foi removido para o Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu. Equipes do 20º BPM (Mesquita) atenderam a ocorrência. O caso foi inicialmente registrado na 57ª Delegacia de Polícia (Nilópolis) e já foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que conduzirá a investigação como feminicídio, nos termos da Lei 13.104/2015.

Até o momento, não há confirmação de prisão ou paradeiro do suspeito. Familiares e organizações de direitos humanos cobram agilidade nas investigações e medidas efetivas para que o crime não fique impune.

Feminicídio é crime. Denunciar salva vidas.

O feminicídio é o assassinato de uma mulher motivado por razões de gênero, geralmente cometidos por parceiros ou ex-parceiros em contextos de dominação, controle e machismo. A denúncia de situações de violência pode ser decisiva para interromper ciclos de agressão e salvar vidas.

Canais para denunciar:

  • Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (funciona 24h, sigiloso e gratuito)
  • Disque Denúncia – (21) 2253-1177
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs)
  • Aplicativos: Proteja Brasil e Direitos Humanos Brasil

Serviço de acolhimento e apoio:

Se você ou alguém próximo está em situação de violência doméstica ou de gênero, busque apoio. A rede de acolhimento inclui:

  • Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs)
  • Delegacias da Mulher (DEAM)
  • Defensorias Públicas
  • Organizações da sociedade civil como a ComCausa Defesa da Vida

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