Prefeitura promove revitalização da antiga Vila de Iguassú no Parque Histórico

Comemoração do 323º aniversário de Nossa Senhora da Piedade de Iguassú

Na última semana, prefeito Dudu Reina esteve no Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, em Nova Iguaçu (RJ), para acompanhar as obras de revitalização e reconstrução da antiga Vila de Iguassú. Localizado na região do Tinguá, o espaço foi criado pelo Decreto Municipal nº 12.789/2022 com o objetivo de preservar os remanescentes do núcleo urbano que deu origem ao município, reconhecido como berço histórico da Baixada Fluminense.

O parque foi projetado para proteger o patrimônio histórico-arqueológico, incentivar pesquisas e promover a educação patrimonial, unindo história, cultura e ciência. Entre seus atrativos estão trechos originais da Estrada Real do Comércio e edificações remanescentes do período imperial.

Para o prefeito Dudu Reina, a obra “não é apenas sobre reconstrução física, mas sobre resgatar nossa memória e oferecer um espaço de orgulho para as futuras gerações”.

Patrimônio preservado
Os principais pontos de visitação incluem o Marco Zero da Estrada Real do Comércio, a torre sineira da antiga igreja, o Cemitério da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e dos Homens Pretos, o sítio arqueológico da antiga Câmara e Cadeia — considerada a maior da província na década de 1830 — e o Porto da Praça de Comércio da antiga vila.

Escavações realizadas em 2023 trouxeram à luz paredes de tijolos maciços, calçamentos, vestígios de um poço do século XIX e trincheiras abertas ao longo da Estrada Real.

Educação e ciência
O local já recebe grupos acadêmicos, como a visita da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ em 2023, e promove visitas guiadas em datas cívicas, como o Dia da Baixada (30 de abril). Em 2025, foi lançada a pedra fundamental do Museu de Arqueologia e Etnologia de Nova Iguaçu (MAE/NI), que será o primeiro da Baixada Fluminense e o segundo do gênero na Região Sudeste.

Resgate da memória
Fundada oficialmente em 1833, a Vila de Iguassú prosperou graças ao dinamismo econômico da Estrada Real do Comércio. A revitalização do parque e a futura instalação do museu pretendem consolidar o local como polo de memória, turismo e pesquisa, fortalecendo a identidade cultural da Baixada Fluminense e incentivando o turismo histórico-cultural.

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