A liderança Potira e a comunidade da Aldeia Maracanã convidam todas as mulheres para participarem da Primeira Marcha das Mulheres Indígenas do Rio de Janeiro, um momento histórico de afirmação, escuta e resistência. O ato celebra 20 anos de luta no território e reafirma o compromisso com a defesa da memória ancestral, das crianças, da juventude, das mulheres e da vida.
A marcha será um espaço de mobilização, denúncia e espiritualidade coletiva, com a presença de mulheres originárias e aliadas que, juntas, irão caminhar contra todas as formas de violência, preconceito e apagamento.
Um chamado à união
O convite é aberto a todas as mulheres: venham com seus cartazes, seus cantos, suas palavras e um lanche para compartilhar. Mais do que um protesto, a marcha é um chamado ao fortalecimento dos laços entre mulheres indígenas e não indígenas, unidas pelo respeito, pela justiça e pelo direito de existir com dignidade.
“Todo tempo é tempo de caminhar, de lutar e de ouvir as mulheres originárias”, afirma Potira, que há décadas atua na Defesa da vida e da cultura dos povos indígenas no coração urbano do Rio de Janeiro.
A Aldeia Maracanã se consolida como símbolo da resistência indígena em território urbano, localizada no entorno do antigo prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do estádio do Maracanã. Desde 2006, é palco de importantes mobilizações pela demarcação, pelo reconhecimento de direitos e pela valorização da memória indígena.
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