Na tarde desta segunda-feira, 17 de junho de 2025, o centro da cidade do Rio de Janeiro foi palco de uma expressiva manifestação organizada por servidores públicos estaduais, que se concentraram em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na busca por respostas concretas do governo estadual em relação à recomposição das perdas salariais acumuladas nos últimos anos. O ato público reuniu representantes de diversas categorias do funcionalismo fluminense, unidos em torno de uma pauta comum: a correção das distorções provocadas pela ausência de reajustes integrais no período compreendido entre os anos de 2017 e 2021.
A mobilização foi convocada e articulada por dezenas de sindicatos e associações representativas dos servidores, que denunciam a defasagem salarial histórica, o empobrecimento progressivo das categorias e a fragmentação das políticas de recomposição implementadas até o momento. De acordo com os organizadores do protesto, as medidas adotadas pelo governo Cláudio Castro vêm ignorando os impactos reais da inflação e do aumento do custo de vida sobre os vencimentos dos trabalhadores do serviço público, resultando em uma perda significativa do poder aquisitivo e em um desrespeito à dignidade dos profissionais que sustentam os serviços essenciais à população fluminense.
Durante o ato, as entidades sindicais apresentaram as reivindicações à presidência da Alerj, solicitando que o Poder Legislativo estadual assuma um papel mais ativo e fiscalizador diante do Executivo, exigindo a apresentação imediata de um cronograma detalhado, transparente e efetivo para a recomposição das perdas salariais referentes ao quinquênio negligenciado — 2017 a 2021. Os manifestantes também reivindicaram a retomada de um canal permanente e estruturado de diálogo entre o governo estadual e as representações dos trabalhadores, condição considerada indispensável para a construção de soluções negociadas e duradouras.
“O governo estadual promoveu apenas correções parciais, desconsiderando anos inteiros de congelamento salarial, como se a inflação não tivesse impactado duramente os servidores públicos durante esse período. Trata-se de uma omissão grave que compromete diretamente o sustento das famílias e a valorização de quem atua diariamente para garantir direitos à população”, informaram os manifestantes.
A manifestação transcorreu de maneira pacífica e ordeira, reiterando o compromisso das categorias com o diálogo institucional. No entanto, os participantes alertaram que, diante da ausência de respostas efetivas do governo estadual, novas mobilizações deverão ser convocadas nas próximas semanas, com possibilidade de intensificação das ações de pressão junto aos Poderes Executivo e Legislativo. O protesto contou com significativa adesão de trabalhadores e entidades de diversas áreas da administração pública, incluindo os setores de educação, saúde, segurança pública, justiça, assistência social, ciência e tecnologia, evidenciando o caráter amplo e plural do movimento.
Entidades participantes da mobilização:
AFISPERJ
APM
ASFSC
ASSEFAERJ
ASSERVISA
AUNISERJ
DETRO-RJ
SEARJ
SEPE
SIMERJ
SINDECEJERJ
SIND-DEGASE
SINDELPOL-RJ
SINDENF
SINDER-RJ
SINDTRAN-RJ
SINDOJUS
SINDFAETEC
SINDERJ
SINDSERVTEC-RJ
SINDSISTEMA
SINFAERJ
SINFAZERJ
SINFO-RJ
SINMED
SINTERJ
SINTSAÚDE
SINTUPERJ
SOS POLÍCIA
STIPDAENIT/CEDAE
UNISERVI-RJ
UPPES
USFAPERJ
FESPERJ-RIO
SINDEXEC-RIO
ACENTRASERJ
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