A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou nesta terça-feira (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais do processo sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018. A PGR pede a condenação dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão — apontados como mandantes do crime — e do então chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa, por homicídio qualificado e tentativa de homicídio, além da perda dos cargos públicos que ocupam.
Também são alvos do pedido o policial militar Ronald Alves Pereira e o ex-assessor do TCE-RJ Robson Calixto da Fonseca. Segundo a PGR, os assassinatos foram encomendados em resposta à atuação política de Marielle contra grilagens de terras e interesses de milicianos na Zona Oeste do Rio. A denúncia destaca que os réus integram uma organização criminosa armada dedicada à ocupação irregular de território e à restrição da liberdade dos moradores locais. As defesas terão 30 dias para se manifestar antes de o processo seguir para julgamento no STF.
Marielle Franco se formou pela PUC-Rio e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com foco nas UPPs. Ela coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado do deputado Marcelo Freixo. A ativista decidiu pela militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário. Ela deixou uma viúva e uma filha de 19 anos, na época.
O caso Marielle e Anderson permanece como um marco na luta contra a violência política e a impunidade no Brasil. A busca por justiça continua, com a sociedade civil e familiares pressionando por respostas e responsabilização de todos os envolvidos.
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