O domingo amanheceu com mais um caso de violência contra a mulher no Rio de Janeiro. A estudante de enfermagem Lídia Gomes dos Santos, de 27 anos, foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Vaz Lobo, Zona Norte da capital, na manhã do último domingo, 29 de junho de 2025. Segundo familiares, a jovem foi vítima de feminicídio, e o principal suspeito é o ex-companheiro, de quem Lídia havia se separado há cerca de três meses.
De acordo com a irmã da vítima, o ex-namorado não aceitava o fim do relacionamento e, no sábado (28), teria insistido em vê-la pela última vez, prometendo que, após isso, não a procuraria mais. Esse foi o último contato de Lídia com a família. Na manhã seguinte, ela foi encontrada morta.
O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio, e a liberação para o velório estava prevista para esta segunda-feira (30).
Violência de gênero ainda silencia vidas
O caso de Lídia se soma a uma realidade alarmante de feminicídios no estado do Rio de Janeiro. Mulheres seguem sendo assassinadas por parceiros ou ex-parceiros inconformados com o fim de relações, reforçando a urgência de ações preventivas, proteção efetiva e políticas públicas estruturadas.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o feminicídio é o desfecho mais extremo da violência doméstica — e a maioria desses crimes poderia ser evitada se as denúncias fossem acompanhadas de medidas protetivas eficazes, acolhimento e vigilância.
ComCausa defende ações urgentes para proteção de mulheres
A organização ComCausa – Defesa da Vida, que atua há mais de duas décadas na Baixada Fluminense e Região Metropolitana, vem alertando para o avanço da violência letal contra mulheres e a falência dos mecanismos de proteção. Casos como o de Lídia reforçam a necessidade de investimentos em:
- Casas de acolhimento para mulheres ameaçadas
- Rondas especializadas e prontidão policial
- Acesso facilitado a medidas protetivas
- Educação em direitos e redes de apoio comunitário
Onde buscar ajuda
Se você sofre ou testemunha violência contra mulheres, denuncie. O silêncio alimenta a impunidade.
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
Aplicativo “Direitos Humanos BR” (disponível para Android e iOS)
Procure a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) mais próxima.
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