Morre Clara Charf histórica militante de esquerda e viúva de Marighella aos 100 anos

Clara Charf morre aos 100 anos

Morreu nesta segunda-feira (3) Clara Charf, histórica militante de esquerda e viúva de Carlos Marighella, aos 100 anos. A informação foi confirmada pela Associação Mulheres pela Paz, entidade da qual ela era fundadora e presidenta. Segundo a organização, Clara estava hospitalizada e foi intubada nos últimos dias, falecendo por causas naturais.

O velório foi realizado na noite do mesmo dia, com cremação prevista para o Crematório da Vila Alpina, na capital paulista, conforme reportaram veículos locais.

Figura central na história política e social do Brasil, Clara Charf dedicou quase oito décadas à militância comunista, à luta pelos direitos humanos e à memória das vítimas da ditadura militar. Após o golpe de 1964, foi cassada, perseguida e obrigada a viver na clandestinidade.

Companheira de Carlos Marighella, um dos maiores símbolos da resistência à ditadura, Clara continuou sua trajetória política mesmo após o assassinato do marido em 1969. Tornou-se uma referência nacional na defesa dos direitos das mulheres, na promoção da paz e na construção da memória democrática brasileira.

Ao longo da vida, recebeu diversas homenagens e prêmios, sendo reconhecida por sua coragem, coerência e compromisso com as causas sociais. Foi uma das fundadoras da Associação Mulheres pela Paz, que atua no fortalecimento do protagonismo feminino e na luta contra a violência de gênero.

A morte de Clara Charf gerou ampla repercussão nas redes sociais e entre organizações de direitos humanos, partidos e movimentos sociais, que destacaram sua trajetória como exemplo de resistência, amor e compromisso com a justiça social.

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