Motoboy é executado em assalto na Baixada Fluminense; é o terceiro caso em uma semana

Motoboys

Bruno Barbosa dos Santos, de 24 anos, foi morto a tiros na noite de terça-feira (27), em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, durante um assalto. Ele trabalhava como motoboy e foi abordado por dois criminosos que levaram sua moto e, em seguida, atiraram diversas vezes contra ele, atingindo-o no rosto. O crime ocorreu por volta das 21h27, na Rua da Matriz, no Centro do município.

Segundo testemunhas, a via estava movimentada no momento do ataque. Câmeras de segurança flagraram os criminosos passando pela vítima antes de retornarem e abordá-lo. Embora o momento exato da execução não apareça nas imagens, é possível ouvir ao menos nove disparos e o barulho da fuga. Pedestres que aguardavam em um ponto de ônibus próximo se assustaram com os tiros.

Bruno foi encontrado sem documentos por policiais do 21º BPM (São João de Meriti) e teve o óbito constatado ainda no local pelo Samu. O Corpo de Bombeiros também foi acionado. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso e busca identificar os autores do crime.

Onda de violência contra entregadores

A morte de Bruno é o terceiro assassinato de motoboys em apenas uma semana no estado do Rio de Janeiro, revelando uma escalada de violência contra trabalhadores do setor de entregas.

No último domingo (25), Paulo Vitor Lopes, de 22 anos, foi morto em Senador Vasconcelos, Zona Oeste do Rio, também após ter sua moto roubada. Ele foi enterrado na tarde de terça-feira (27). Já na semana anterior, Marcelo Júlio da Silva, de 52 anos, foi assassinado em Irajá, Zona Norte, em circunstâncias semelhantes.

Ambos os casos estão sendo investigados pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Categoria pede mais segurança

Na segunda-feira (26), entregadores e mototaxistas realizaram um protesto que percorreu pontos estratégicos da cidade, como o 40º BPM (Campo Grande), a Avenida Brasil, o Palácio Guanabara e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). O grupo reivindica mais segurança e políticas públicas de proteção à categoria, que atua majoritariamente nas ruas e está exposta à violência cotidiana.

A Baixada Fluminense, em especial, tem sido alvo de recorrentes episódios de assaltos com mortes, muitos deles não solucionados, o que aumenta a sensação de insegurança entre trabalhadores e moradores da região.

Investigação e apelo por justiça

Até o momento, nenhum dos envolvidos no assassinato de Bruno foi identificado. A Polícia Civil afirma estar analisando as imagens de câmeras de segurança e ouvindo testemunhas para tentar chegar aos responsáveis.

Amigos e familiares da vítima usaram as redes sociais para prestar homenagens e pedir justiça. Bruno era conhecido por trabalhar duro para sustentar a família.

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