Menina de 7 anos relata assédio em banheiro de escola municipal de Niterói

Mães cobram providência em escola no Barreto, em Niterói, após criança contar que sofreu abuso no banheiro — Foto ReproduçãoInstagram@leti.mts

Uma menina de 7 anos relatou à mãe ter sido assediada por um homem no banheiro da escola municipal onde estuda, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O caso teria ocorrido na segunda-feira, 2 de março de 2026, e está sob investigação da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói. A Secretaria Municipal de Educação informou que abriu sindicância e procedimento administrativo para apurar o episódio e a conduta de uma profissional citada pela família.

De acordo com o relato da mãe, a criança contou que foi abordada dentro do banheiro da escola por um homem que pressionou a porta da cabine onde ela estava. O homem disse que não sairia do local até que a menina abrisse a porta. Quando isso aconteceu, a criança afirmou ter visto o suspeito com o rosto coberto e a genitália exposta.

A mãe relatou que a filha chegou em casa com os olhos arregalados. A menina também disse que tentou se proteger cobrindo o rosto com as mãos e contou: “Mamãe, eu botei a mão no meu rosto porque eu sei que eu não posso ver aquilo”.

Investigação sob sigilo A Deam de Niterói apura o caso sob sigilo. Até o momento, não há informação oficial sobre identificação do suspeito, prisão ou conclusão da investigação.

A Secretaria Municipal de Educação afirmou, em nota, que acompanha o caso e repudia qualquer forma de violência ou abuso no ambiente escolar. Também informou que disponibilizou atendimento psicológico à estudante e à família.

O que a criança e a mãe relataram Segundo a mãe, a menina contou que o homem tentou impedir sua saída do banheiro e mandou que ela não contasse a ninguém que ele estava no local. A criança teria dito que ficou com medo de gritar e sofrer violência mais grave.

A filha descreveu o suspeito como um homem aparentemente adulto, de pele clara, com uma tatuagem de leão na mão e letras nos dedos. Essas características fazem parte do relato da família.

A mãe afirmou que a filha ficou abalada, sem conseguir dormir, e que precisou ser levada a um hospital, onde recebeu atendimento psicológico.

Questionamentos sobre a conduta da escola A mãe criticou a resposta inicial da unidade escolar. Segundo ela, a filha relatou a violência a uma professora, mas a direção não teria sido informada de imediato. Quando a mãe chegou à escola, a direção não estava sabendo de nada.

A Secretaria de Educação informou que abriu sindicância para apurar o ocorrido. Disse ainda que instaurará procedimento administrativo para ouvir a profissional mencionada e averiguar sua conduta, com garantia de defesa e adoção de medidas cabíveis conforme o resultado da apuração.

Por que o caso é grave O episódio reforça a necessidade de protocolos rápidos de proteção em escolas, com controle de acesso, escuta qualificada da criança, acolhimento imediato à família e comunicação ágil às autoridades. Casos desse tipo também expõem a importância de treinamento das equipes escolares para agir diante de denúncias de violência sexual ou assédio.

Como a investigação está sob sigilo, novas informações devem surgir apenas com o avanço das apurações policiais e administrativas.

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