O Seminário Diocesano Paulo VI completa 40 anos como uma das principais referências da Diocese de Nova Iguaçu na formação vocacional e sacerdotal. A instituição nasceu com uma missa presidida por Dom Adriano Hypolito, marco que representou um novo período para a Igreja Católica na Baixada Fluminense.
A inauguração reuniu seminaristas, operários, clero, benfeitores e lideranças religiosas que participaram da construção do projeto. Também estiveram presentes Dom Honorato Piazzera e Dom Walmor Battú Wichrowski, antecessores de Dom Adriano, além das Irmãs Clarissas, que haviam chegado da Ilha da Madeira para iniciar sua missão na diocese.
Localizado em Metrópole, Nova Iguaçu, o seminário consolidou-se como casa de formação dos futuros padres da Diocese. O espaço reúne vida comunitária, espiritualidade, estudos acadêmicos, acompanhamento vocacional e preparação pastoral.
A trajetória do seminário também está ligada à atuação de Dom Adriano Hypolito, bispo marcado pela defesa dos direitos humanos, pela presença junto às comunidades populares e pelo fortalecimento da Igreja na Baixada. Sua decisão de estruturar uma casa diocesana de formação expressou a preocupação com uma Igreja enraizada no território e próxima da realidade social da população.
Ao longo de quatro décadas, o Seminário Paulo VI atravessou mudanças na Igreja e na sociedade, mantendo a missão de acompanhar jovens e adultos em processo de discernimento vocacional. A formação sacerdotal exige tempo, estudo, convivência e compromisso com a vida pastoral, especialmente em regiões marcadas por desigualdades históricas.
A memória da inauguração também evidencia o papel coletivo na construção da instituição. Operários, religiosos, seminaristas, comunidades e benfeitores ajudaram a tornar possível um projeto que segue em atividade e depende do apoio da diocese e dos fiéis para manter sua missão.
Quarenta anos depois, o Seminário Diocesano Paulo VI permanece como espaço de preparação para o sacerdócio e de fortalecimento da caminhada pastoral na Baixada Fluminense. A data é celebrada como memória, gratidão e continuidade de uma missão iniciada com fé, coragem e compromisso comunitário.
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