Ataque em escola no Acre deixa duas servidoras mortas e expõe crise de segurança nas unidades de ensino

Ataque deixou duas servidoras do Instituto São José mortas Foto Amanda Oliveira Rede Amazônica Acre

Um ataque a tiros dentro do Instituto São José, em Rio Branco, no Acre, deixou duas servidoras mortas e outras duas pessoas feridas nesta terça-feira (5). O suspeito é um adolescente de 13 anos, aluno da própria instituição, que foi apreendido após os disparos. O caso provocou comoção na capital acreana e levou à suspensão das aulas nas redes pública e privada até sexta-feira (8).

As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37, ambas servidoras da escola. Uma coordenadora de 45 anos foi baleada no pé e uma estudante de 11 anos sofreu um ferimento na perna. Segundo o governo estadual, as duas feridas receberam atendimento médico e tiveram alta hospitalar ainda no mesmo dia.

O ataque ocorreu em um corredor de acesso à direção da escola. De acordo com informações das forças de segurança, o adolescente utilizou uma arma pertencente ao padrasto, que também foi conduzido pelas autoridades para investigação sobre a guarda do armamento.

Relatos de alunos apontam momentos de pânico dentro da unidade. Estudantes disseram que professores apagaram as luzes das salas e orientaram os jovens a se protegerem no chão enquanto ouviam os disparos. Alguns tentaram improvisar barricadas com cadeiras para impedir a entrada do atirador.

As investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Civil e pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre. O celular do adolescente foi apreendido e passará por perícia. A polícia também apura se outros estudantes tinham conhecimento prévio do ataque ou colaboraram de alguma forma para sua execução.

O caso reacende o debate sobre violência escolar, acesso irregular a armas de fogo e saúde mental de adolescentes. Especialistas em segurança pública e educação alertam que episódios envolvendo ataques em escolas têm se tornado mais frequentes no país nos últimos anos, exigindo políticas permanentes de prevenção, monitoramento e acolhimento psicológico nas comunidades escolares.

Além da responsabilização criminal e das investigações sobre a origem da arma, o episódio expõe a necessidade de protocolos de segurança mais eficazes e de ações integradas entre escolas, famílias, assistência social e forças de segurança para identificar sinais de risco antes que tragédias aconteçam.

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