Baixada Fluminense segue em alerta para enchentes após sequência de temporais em fevereiro

Chuvas na Baixada

Municípios da Baixada Fluminense seguem em alerta para enchentes e alagamentos em fevereiro de 2026 após uma sequência de temporais e pancadas de chuva nos últimos dias. Vídeos e relatos divulgados por canais locais mostram ruas inundadas, água entrando em casas e interrupções na rotina em cidades como Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti e Nova Iguaçu.

O risco se mantém porque o volume de chuva tem sido alto e há previsão de novas pancadas em diferentes momentos. Em situações assim, a combinação entre chuva intensa e pouca capacidade de escoamento faz a água subir rápido, principalmente em vias baixas, próximas a rios e canais, e em bairros que já sofrem com alagamentos frequentes.

Por que a Baixada alaga tanto
Especialistas e estudos sobre o tema apontam fatores estruturais que agravam os impactos das chuvas na região: drenagem urbana insuficiente, bueiros entupidos por lixo, assoreamento de rios e canais, ocupação de áreas vulneráveis e pouca manutenção de sistemas de escoamento. Soma-se a isso a ocorrência mais frequente de eventos extremos, com temporais concentrados em poucas horas.

O resultado é conhecido por quem vive na região: água invadindo imóveis, perdas materiais, risco de doenças e dificuldade de deslocamento. Mesmo quando a chuva dá trégua, o acúmulo pode manter ruas intransitáveis por horas, e novas pancadas podem piorar a situação.

O alerta também acende um sinal sobre prevenção e resposta rápida. Em episódios recentes, a região já registrou alagamentos severos e transtornos generalizados, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e de obras estruturais, além de ações de limpeza e manutenção.

O que fazer em caso de enchentes

Antes da enchente (preparação)

  • Cadastre-se para receber alertas da Defesa Civil: envie seu CEP por SMS para 40199.
  • Combine rotas de saída e um ponto de encontro com a família.
  • Monte um kit de emergência: documentos em saco plástico, água, alimentos, lanterna, pilhas, carregador portátil e remédios de uso contínuo.
  • Mantenha ralos e calhas limpos e não jogue lixo na rua.
  • Se mora em área de risco, identifique com antecedência abrigos e pontos de apoio do município.

Durante a enchente (segurança)

  • Desligue a energia no disjuntor geral se a água se aproximar de tomadas e equipamentos.
  • Não atravesse rua alagada a pé ou de carro: pouca água já derruba uma pessoa e pode arrastar um veículo.
  • Evite contato com a água da enchente, que pode transmitir doenças.
  • Não toque em fios caídos ou estruturas metálicas molhadas.
  • Se a água subir rápido, vá para um ponto alto e seguro.
  • Em emergência, chame a Defesa Civil (199) ou os Bombeiros (193).

Depois da enchente (retorno e saúde)

  • Volte para casa apenas quando for seguro.
  • Use luvas e botas para limpar.
  • Descarte alimentos que tiveram contato com a água.
  • Desinfete piso e paredes com água sanitária (1 copo para 1 balde de 20 litros de água).
  • Fique atento a febre, dor no corpo, diarreia ou olhos amarelados e procure atendimento médico.
  • Registre os danos com fotos para pedidos de apoio e benefícios.

Telefones úteis

  • Defesa Civil: 199
  • Corpo de Bombeiros: 193
  • SAMU: 192

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