Direito de Saber reforça acesso à informação, transparência e combate à desinformação

Fake news

Entre 20 e 30 de setembro, RedeDH, Portal C3 e Juventudes.ComCausa promovem conteúdos voltados ao acesso à informação pública, transparência, cidadania e enfrentamento à desinformação, com a mensagem de que informação pública pertence à sociedade

Entre os dias 20 e 30 de setembro, a campanha Direito de Saber coloca em destaque o acesso à informação como parte fundamental do exercício da cidadania. A iniciativa reúne a RedeDH, o Portal C3 e as Juventudes.ComCausa em uma programação de comunicação voltada à transparência, ao direito de acesso a informações públicas e ao enfrentamento da desinformação.

Com a mensagem “Informação pública pertence à sociedade”, a mobilização busca aproximar a população dos instrumentos que permitem acompanhar políticas públicas, consultar dados oficiais, conhecer direitos e participar de maneira mais qualificada das decisões que afetam a vida coletiva.

A proposta também chama atenção para um desafio cada vez mais presente no cotidiano: saber diferenciar informações verificáveis de conteúdos falsos, enganosos ou apresentados fora de contexto.

Acesso à informação é exercício de cidadania

O direito à informação está relacionado diretamente à possibilidade de acompanhamento das ações do poder público. Orçamentos, contratos, programas, serviços, indicadores, decisões administrativas e informações sobre políticas públicas são alguns exemplos de conteúdos que podem permitir maior controle social e participação da população.

No Brasil, a Constituição Federal estabelece o acesso à informação como um direito, enquanto a Lei de Acesso à Informação (LAI) regulamenta mecanismos para que cidadãos possam solicitar e consultar informações produzidas ou mantidas por órgãos públicos.

Esse direito não se resume, entretanto, à existência de documentos disponíveis. Para que a informação cumpra efetivamente sua função social, ela precisa ser localizada, compreendida e utilizada pelas pessoas.

Por isso, transparência também envolve organização dos dados, linguagem acessível, atualização das informações e canais que permitam à sociedade compreender como as políticas públicas funcionam.

Transparência fortalece o controle social

A campanha Direito de Saber também destaca a relação entre transparência e controle social.

Quando uma pessoa consegue acessar informações sobre orçamento público, programas sociais, obras, serviços de saúde, educação, assistência social, cultura ou outras áreas, aumenta sua possibilidade de acompanhar a atuação dos governos e cobrar o cumprimento de direitos.

A transparência pública também contribui para que organizações sociais, movimentos, pesquisadores, jornalistas e comunidades possam produzir análises independentes sobre políticas e decisões que atingem seus territórios.

Nesse sentido, o acesso à informação não deve ser compreendido apenas como uma ferramenta administrativa. Trata-se de um instrumento de participação democrática.

Combate à desinformação exige acesso a fontes confiáveis

Outro eixo da mobilização será o enfrentamento à desinformação.

A circulação acelerada de conteúdos pelas redes sociais e aplicativos de mensagens ampliou o acesso à comunicação, mas também tornou mais frequente o compartilhamento de informações falsas, imprecisas ou descontextualizadas.

Uma das formas de reduzir esse problema é fortalecer o acesso direto às fontes.

Consultar páginas oficiais, verificar a autoria e a data de uma publicação, procurar documentos públicos, comparar informações em diferentes fontes confiáveis e desconfiar de conteúdos que provocam forte reação emocional sem apresentar evidências são práticas que ajudam na avaliação das informações recebidas.

Também é importante evitar o compartilhamento imediato de conteúdos quando não for possível confirmar sua origem.

Informação precisa ser compreensível

O Direito de Saber também propõe uma reflexão sobre a forma como as informações públicas são apresentadas.

Documentos excessivamente técnicos, páginas difíceis de navegar, dados sem contexto e linguagem pouco acessível podem criar obstáculos para pessoas que procuram conhecer seus direitos ou acompanhar políticas públicas.

Garantir acesso à informação significa, portanto, não apenas disponibilizar conteúdos, mas buscar formas de comunicação que permitam sua compreensão por públicos diversos.

Essa perspectiva aproxima transparência, comunicação acessível e direito à informação.

Juventudes e educação para a informação

A participação das Juventudes.ComCausa na campanha busca ampliar o debate especialmente entre adolescentes e jovens, que estão entre os públicos mais presentes nos ambientes digitais e também entre aqueles que produzem, recebem e compartilham grandes volumes de informação diariamente.

Trabalhar educação para a informação envolve incentivar práticas como pesquisa, verificação de fontes, leitura crítica e compreensão sobre o funcionamento das instituições públicas.

Mais do que ensinar a identificar conteúdos falsos, a proposta é estimular autonomia para que jovens possam procurar informações, compreender documentos e participar dos debates que acontecem em suas comunidades.

Comunicação como direito

Ao longo da mobilização, RedeDH, Portal C3 e Juventudes.ComCausa irão relacionar acesso à informação a temas como direitos humanos, participação social, juventudes, comunicação e cidadania.

A campanha também dialoga com o Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, celebrado em 28 de setembro, data que integra a agenda internacional de promoção do direito de buscar, receber e compartilhar informações.

O período será utilizado para divulgar conteúdos educativos e orientações que ajudem a população a identificar fontes confiáveis e conhecer instrumentos de transparência pública.

Direito de Saber

Período: 20 a 30 de setembro
Tema: transparência, acesso à informação e combate à desinformação
Canais: RedeDH, Portal C3 e Juventudes.ComCausa
Mensagem: “Informação pública pertence à sociedade”

A campanha parte de uma compreensão central: disponibilizar informação pública não é um favor à população. É parte da garantia de direitos.

Quanto maior o acesso a informações confiáveis, compreensíveis e verificáveis, maiores são as possibilidades de participação, fiscalização das políticas públicas e exercício consciente da cidadania.

Informação pública pertence à sociedade. Saber também é um direito.

imagem de capa ilustrativa

Leia também

Línguas de sinais, cultura surda e comunicação acessível marcam reflexão em 23 de setembro

| Fale conosco! | Nos conheça

| Projeto Comunicando ComCausa

| Portal C3 | Instagram C3 Oficial

______________________

Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com

Pix ComCausa

______________________

Compartilhe: