O Grupo Código, referência da cena cultural da Baixada Fluminense, celebrou seus 20 anos de trajetória com a estreia de seu 14º espetáculo: “Cabeça de Porco – Retratos de um Território”, uma potente obra que mergulha nas memórias, afetos e resistências do povo de Japeri.
Dirigido e escrito por Juliana França, a peça reúne seis atores e atrizes japerienses e propõe uma reflexão crítica sobre os estigmas e as precarizações históricas enfrentadas pelos territórios periféricos, ressignificando a narrativa das quebradas a partir do olhar de quem vive nelas.
A expressão que dá nome ao espetáculo
O título da montagem faz referência à expressão popular “cabeça de porco”, termo associado a um antigo cortiço do Rio de Janeiro que simbolizava condições precárias de moradia e foi demolido em 1893. A partir dessa metáfora, o espetáculo constrói um diálogo poético e político com a realidade das periferias, resgatando histórias invisibilizadas e afirmando a potência dos corpos e das culturas da Baixada.
Arte como resistência periférica
A montagem tem emocionado o público com uma estética vibrante e coletiva, repleta de elementos visuais, musicais e simbólicos que valorizam os saberes locais e promovem o acesso à cultura. O espetáculo é gratuito e circula por espaços de Japeri, fortalecendo o teatro como ferramenta de resistência e transformação social.
A celebração de duas décadas do Grupo Código não é apenas uma conquista artística, mas também um marco político e cultural para o território, reafirmando a importância da cultura periférica como instrumento de defesa da vida, da memória e da dignidade.
Para acompanhar a agenda de apresentações do espetáculo, siga @grupocodigo nas redes sociais. Cultura que nasce da base, transforma e resiste!
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