A Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou ter consolidado o inquérito do estupro coletivo denunciado por uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul, com base em provas técnicas e no estado em que a vítima chegou à delegacia. Segundo o delegado Angelo Lages, a jovem apresentava sangramentos e lesões visíveis, o que levou a equipe a tentar prender suspeitos em flagrante, mas eles já teriam fugido. As informações foram publicadas pelo Brasil 247 em 4 de março de 2026 e atribuídas a uma reportagem da CNN Brasil.
De acordo com o delegado, as agressões relatadas e observadas no atendimento inicial causaram choque na própria equipe. Ainda segundo a apuração divulgada, um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) teria confirmado sinais compatíveis com violência, incluindo hemorragias e escoriações, além de suspeita de fratura na costela. A Polícia Civil sustenta a tese de estupro coletivo e afirma que a adolescente realizou reconhecimento formal e atribuiu condutas individualizadas aos envolvidos.
O caso teria ocorrido em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, onde a vítima afirma ter sido levada após uma “emboscada” envolvendo o ex-namorado, conforme a narrativa descrita na reportagem citada.
Prisões, apresentações e suspeitos procurados
Segundo as informações divulgadas, Mattheus Zoel Martins (19) foi preso e João Gabriel Xavier Berthô (19) se apresentou às autoridades na terça-feira, 3 de março de 2026. A polícia informou que os demais investigados seriam considerados foragidos e que aguardava novas apresentações após contato feito por defesa de um dos presos.
O que dizem as defesas
Ainda conforme a reportagem mencionada, a defesa de João Gabriel nega o crime e alega que houve consentimento. O delegado também afirmou que percebe uma coordenação entre advogados dos acusados, com “conversa entre si” e possível alinhamento para apresentação de outros investigados. Essas alegações sobre estratégia de defesa foram atribuídas ao delegado e não substituem apuração judicial sobre eventual combinação de versões.
Por que isso importa
No Brasil, a legislação prevê agravantes e tipificação específica para crimes sexuais cometidos por mais de uma pessoa. A Lei 13.718/2018 passou a tratar expressamente do estupro coletivo, endurecendo a resposta penal a casos com participação de múltiplos autores, além de reforçar medidas contra violência e humilhação sexual. A responsabilização, porém, depende da investigação, do Ministério Público e do julgamento, com ampla defesa assegurada.
Serviço: onde buscar ajuda e denunciar
Se você sofreu violência sexual ou conhece alguém nessa situação:
- Emergência: 190 (Polícia Militar).
- Central de Atendimento à Mulher: 180 (orientação e encaminhamentos).
- Disque Direitos Humanos: 100.
- Procure uma Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) ou a delegacia mais próxima e um serviço de saúde para atendimento imediato e registro de evidências.
Leia também
| Projeto Comunicando ComCausa
| Portal C3 | Instagram C3 Oficial
______________________
______________________
Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com

______________________
Compartilhe:

