Mãe de Edson Davi fala no EllaPod em 5 de março sobre dois anos do desaparecimento no Rio

Mãe de Edson Davi foto Reginaldo Pimenta

Marize Araújo, mãe do menino Edson Davi, participa nesta quinta-feira, 5 de março, do podcast EllaPod para falar sobre os dois anos do desaparecimento do filho, visto pela última vez em 4 de janeiro de 2024 na Praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Nas redes sociais, ela disse que pretende recontar o que aconteceu, expor dúvidas que permanecem e relatar como tem vivido desde então. “Eu preciso que a voz do meu filho continue sendo ouvida”, afirmou.

O caso completou dois anos no início de janeiro de 2026 sem uma resposta definitiva sobre o paradeiro da criança, segundo a família. Edson Davi tinha 6 anos quando desapareceu. Um ponto central da linha do tempo citada pelos parentes é a existência de imagens apontadas como o “último registro” do menino, por volta das 17h daquele dia.

O que a família cobra

Desde o início, os pais contestam que o caso seja tratado como encerrado. Eles afirmam que a hipótese de afogamento, sustentada em parte da apuração, não responde às lacunas que enxergam na narrativa sobre o fim de tarde na orla. A cobrança, segundo o relato da família, inclui reconstituição mais robusta do que ocorreu, checagem exaustiva de imagens e diligências capazes de esclarecer o que ainda não está explicado.

A controvérsia sobre o afogamento

O centro da divergência segue o mesmo: de um lado, uma linha investigativa que apontaria o mar como cenário provável; do outro, a família dizendo publicamente que não aceita essa conclusão e pedindo que outras possibilidades sejam aprofundadas. Essa tensão mantém o caso no debate público e reforça a demanda por transparência: quais diligências foram feitas, quais evidências existem, o que ainda falta e o que pode ser reavaliado.

Protesto no Ministério Público no início de 2026

Segundo o relato enviado, em 5 de janeiro de 2026 familiares fizeram um ato em frente ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), no Centro do Rio, para marcar a data e cobrar respostas. A mãe teria reiterado à imprensa que descarta a conclusão de afogamento e que quer nova análise do caso no âmbito institucional. Também foi citado que haveria movimentação para reavaliação a partir de questionamentos apresentados pela defesa e esforços paralelos da família — ponto que depende de confirmação em documentos e manifestações oficiais.

Um desaparecimento que não “passa” com o tempo

Dois anos não significam encerramento para famílias de pessoas desaparecidas. Em muitos casos, significam viver ciclos de espera e recomeços: datas simbólicas, cobranças em órgãos públicos e a repetição de perguntas sem resposta. A persistência do caso de Edson Davi no debate público evidencia o impacto humano do desaparecimento e a necessidade de respostas verificáveis, com cadeia de evidências, diligências concluídas e acompanhamento responsável.

Serviço: como acompanhar e denunciar informações

Quem tiver informações que possam ajudar em casos de desaparecimento deve procurar imediatamente:

  • 190 (emergência) ou a delegacia mais próxima.
  • Disque 100 (Direitos Humanos) para encaminhamento e registro de denúncias.
  • Conselho Tutelar da região (para casos envolvendo crianças e adolescentes).

Serviço do episódio

Data: 05/03 (quinta-feira)
Horário: 18h
Onde: YouTube – @ellapod.vodcast

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