O desaparecimento de Edson Davi, visto pela última vez em 4 de janeiro de 2024, na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, completou dois anos no início de janeiro de 2026 sem que a família tenha recebido uma resposta definitiva sobre o paradeiro da criança. O caso, que desde o primeiro dia mobilizou buscas, apelos públicos e investigação policial, permanece marcado por divergência central: a hipótese de afogamento sustentada por parte da apuração foi, desde o início, contestada pelos pais, que afirmam acreditar em outra possibilidade e cobram que todas as linhas sejam aprofundadas.
Na data do sumiço, Edson Davi tinha 6 anos e estava na praia enquanto a família trabalhava na orla. Um dos pontos que se tornaram referência na cronologia do caso é a existência de imagens consideradas as mais recentes do menino naquele dia, registradas por volta de 17h, usadas como marco do “último registro” antes do desaparecimento.
Desde então, a família afirma que o desaparecimento não pode ser tratado como hipótese encerrada: para os pais, não basta atribuir o sumiço a uma explicação genérica sem reconstituição robusta, checagem exaustiva de imagens e diligências capazes de eliminar as lacunas que ainda existem na narrativa oficial do que ocorreu na orla naquele fim de tarde.
A controvérsia sobre a hipótese de afogamento
A Polícia Civil chegou a concluir inicialmente pela hipótese de afogamento, mas o entendimento foi questionado pela família, que publicamente afirma não aceitar essa conclusão e sustenta outra possibilidade para o desaparecimento. Essa divergência se tornou o centro do caso: de um lado, a leitura investigativa que aponta o mar como cenário provável; de outro, a insistência dos pais de que a dinâmica do desaparecimento precisa ser reavaliada, com apuração aprofundada e resposta institucional consistente.
Cobrança pública e o ato em frente ao Ministério Público
Na manhã de 5 de janeiro de 2026, Marize Araujo, mãe de Edson Davi, junto com familiares e outros fmiliares fizeram um protesto em frente ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), no Centro do Rio, como forma de marcar a data e cobrar respostas. À imprensa, a mãe, Marize Araújo, descreveu o período como doloroso e reforçou que descarta a conclusão de afogamento. Veículos também registraram que, nos últimos meses, houve movimentação para reanálise do caso no âmbito do Ministério Público, após novos questionamentos apresentados pela defesa e por esforços paralelos da família.
Um desaparecimento que não termina com o tempo
Dois anos, em casos de desaparecimento, não significam fechamento — significam, muitas vezes, uma rotina de recomeços forçados: cada nova data comemorativa, cada volta do verão, cada ida a uma repartição pública recoloca a família no mesmo ponto de origem, agora com ainda mais peso. A permanência do caso Edson Davi no debate público revela tanto a dimensão humana da tragédia quanto a necessidade de respostas verificáveis: cadeia de evidências, diligências concluídas, transparência e acompanhamento responsável.
Acolher: Desaparecidos e a presença da ComCausa
A ComCausa Defesa da Vida registra que segue acompanhando o caso e reforça o chamado por apuração completa, respeito à família e compromisso institucional com a verdade.
Por meio do projeto Acolher: Desaparecidos, a ComCausa buscar contribuir nas mobilizações, oferecendo apoio aos familiares, fortalecendo redes de solidariedade e reivindicando políticas públicas de memória, verdade e justiça, em articulação com a ativa sociedade civil organizada.
Foto de capa rede sociais e tratad com IA.
Matéria atualizada em 06 de janeiro de 2026.
Vídeo manifestação de um ano:
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