A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) confirmou que Yago Felipe Martins é o principal suspeito pelo assassinato de Paloma Batista de Oliveira, de 29 anos, morta brutalmente na última quinta-feira (14), em sua casa, no município de Nilópolis. A Justiça já decretou a prisão de Yago, que agora é considerado foragido. Equipes da especializada realizam buscas para localizá-lo.
Abalada, a mãe da vítima, Maria Verônica de Oliveira Vieira, pediu publicamente que ele se entregue: “Se ele tiver um pingo de caráter, que ele se entregue. Eu quero que ele pague pelo que ele fez. Ele vai sentir na pele a dor de uma mãe que perde uma filha com tanta barbaridade”, declarou com emoção.
Família já temia pelo pior
Paloma, mãe de três crianças de 11, 6 e 4 anos, foi encontrada morta dentro do quarto de casa, com sinais de espancamento. O relacionamento com o suspeito durava cerca de três meses e, segundo amigos e familiares, era marcado por brigas frequentes e episódios de controle e agressividade.
A tia da vítima, que preferiu não ser identificada, revelou que já havia alertado a sobrinha: “Eu dizia pra ela: ‘não vai morar com esse homem, ele é perigoso’. Tinha medo de que isso acontecesse. Infelizmente, aconteceu.”
A residência onde Paloma morava era monitorada por câmeras, o que pode auxiliar nas investigações conduzidas pela Polícia Civil. Os investigadores apuram se há imagens que comprovem a movimentação de Yago no momento do crime ou após ele deixar o local.
Tentativa de apagar rastros
Segundo a amiga Andressa Coloni, que acompanhava a rotina da vítima, após o crime Yago teria pegado o celular de Paloma e apagado todas as fotos e vídeos dela das redes sociais, incluindo registros com ele. A atitude levanta suspeitas de tentativa de apagamento de vestígios digitais e manipulação da narrativa do relacionamento.
“A Paloma era muito querida, simpática, fazia amizade em qualquer lugar. Só queremos justiça. Ela não merecia isso.”
Feminicídio com sinais de premeditação
A polícia trata o caso como feminicídio com fortes indícios de premeditação. Yago teria se aproveitado da convivência íntima com Paloma para exercer controle emocional e, ao final, cometer o crime. A lei 13.104/2015, que tipifica o feminicídio como homicídio qualificado motivado por razões de gênero, torna o crime hediondo, com penas de até 30 anos de prisão.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense está mobilizada nas buscas. Informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser enviadas de forma anônima aos canais de denúncia.
Justiça por Paloma
O caso de Paloma reforça a urgência de ações mais efetivas de prevenção à violência contra a mulher, especialmente em relacionamentos recentes, onde sinais de controle, ciúmes excessivo e isolamento muitas vezes são normalizados ou ignorados.
Paloma Batista de Oliveira, como tantas outras vítimas, deixa uma família devastada, três filhos órfãos e uma sociedade que clama por justiça e segurança para todas as mulheres.
Feminicídio é crime. Denunciar salva vidas.
O feminicídio é o assassinato de uma mulher motivado por razões de gênero, geralmente cometidos por parceiros ou ex-parceiros em contextos de dominação, controle e machismo. A denúncia de situações de violência pode ser decisiva para interromper ciclos de agressão e salvar vidas.
Canais para denunciar:
- Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (funciona 24h, sigiloso e gratuito)
- Disque Denúncia – (21) 2253-1177
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs)
- Aplicativos: Proteja Brasil e Direitos Humanos Brasil
Serviço de acolhimento e apoio:
Se você ou alguém próximo está em situação de violência doméstica ou de gênero, busque apoio. A rede de acolhimento inclui:
- Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs)
- Delegacias da Mulher (DEAM)
- Defensorias Públicas
- Organizações da sociedade civil como a ComCausa Defesa da Vida
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