No mês do Orgulho LGBTI+, o estado do Rio de Janeiro realiza mais uma edição da Homenagem Xica Manicongo, uma celebração que reconhece e valoriza lideranças e movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos da população LGBTI+ em todo o território fluminense.
A cerimônia acontecerá no dia 30 de junho, a partir das 17h, no Auditório da Alerj (Rua da Ajuda, nº 5 – 2º andar, Centro do Rio), reunindo ativistas, parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil em um momento de visibilidade, resistência e memória.
A homenagem leva o nome de Xica Manicongo, considerada a primeira travesti negra registrada na história do Brasil colonial, símbolo de luta contra a opressão, o racismo e a transfobia. O reconhecimento destaca a trajetória de quem, diariamente, enfrenta violações, promove políticas de equidade e afirma o orgulho de existir com dignidade.
Além das homenagens, o evento também fortalece o compromisso institucional com a luta por igualdade, respeito e inclusão, em um mês que reafirma a importância da ocupação de espaços de poder pela comunidade LGBTI+.
Mais sobre a história de Xica Manicongo
Francisco Manicongo, também conhecido como Francisco de Congo, foi um escravo africano que viveu em Salvador da Bahia durante a segunda metade do século XVI. Originário do Reino do Congo, Francisco tornou-se uma figura histórica significativa, especialmente dentro da comunidade LGBT, após ser identificado pelo antropólogo e ativista Luiz Mott como um dos primeiros casos documentados de homossexualidade entre africanos.
Xica Manicongo considerada a primeira travesti negra brasileira
Serviço:
Evento: Homenagem Xica Manicongo – Mês do Orgulho LGBTI+
Data: 30 de junho de 2025 (domingo)
Horário: 17h
Local: Auditório da Alerj – 2º andar
Endereço: Rua da Ajuda, nº 5 – Centro, Rio de Janeiro
Entrada gratuita
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