Justiça do Rio retoma julgamento de madrasta presa por suspeita de envenenar enteados

A Justiça do Rio de Janeiro retoma, nesta quarta-feira (19), o julgamento de Cíntia Mariano Dias Cabral, acusada de envenenar os enteados Fernanda Cabral, de 22 anos, e Bruno Cabral, de 16 anos. Segundo as investigações, a madrasta teria colocado chumbinho — um veneno proibido — na comida dos jovens, resultando na morte de Fernanda e na tentativa de homicídio de Bruno, que sobreviveu.

Nesta etapa do processo, serão ouvidas as testemunhas que não compareceram à primeira audiência, realizada em 2024. Estão previstos os depoimentos da perita Gabriela Soares, do delegado Flávio Ferreira Rodrigues, da mãe das vítimas, Jane Carvalho Cabral, e de Bruno Carvalho Cabral, sobrevivente e peça-chave no esclarecimento do crime.

Na audiência anterior, em setembro do ano passado, presidida pelo juiz Alexandre Abrahão, titular do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, foram ouvidas 22 das 27 testemunhas arroladas pelo Ministério Público e pela defesa de Cíntia Mariano. O caso, que comoveu o país, segue sendo acompanhado de perto por familiares, movimentos sociais e pela opinião pública, que clamam por justiça.

Relembre o caso:

Madrasta presa por suspeita de envenenar enteados

Possível ligação com outras mortes

Além das acusações que leram a sua prisão, a polícia investiga relatos apontam que tanto o ex-marido de Cintia, quanto uma ex-vizinha, que também morreram repentinamente. A investigação vai buscar indícios de que ambos tenham morrido por causa semelhante à da enteada.

Cintia tem ao menos dois filhos biológicos, frutos de um relacionamento anterior, além de duas crianças geradas com o atual marido. Dois dias após a morte de Fernanda – 29 de março -, Cíntia postou uma nova foto com a música “Estrelinha”, de Marília Mendonça. Um trecho da música diz: “Quando bater a saudade, olhe aqui pra cima. Sabe lá no céu, aquela estrelinha, que eu muitas vezes mostrei pra você? Hoje é minha morada; a minha casinha”(SIC).

“Uma mulher dessas não pode ser chamada de ser humano. Isso é um monstro”. Foi assim que a empresária Jane Carvalho Cabral se referiu à madrasta de seus dois filhos – “Ela visitou a minha filha no hospital todos os dias, como se nada tivesse acontecido. E me abraçou no enterro, embora não parecesse comovida. Mas, até então, eu pensava apenas que era o jeito dela” — conta Jane.

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