Na madrugada desta segunda-feira (14), Lidiane Teixeira da Silva, de 36 anos, foi brutalmente assassinada a facadas na Estrada Nova de Mauá, em Magé, na Baixada Fluminense. O crime chocou moradores da região e reforça o alerta sobre o crescimento da violência contra a mulher no estado do Rio de Janeiro.
O ex-companheiro da vítima foi preso em flagrante por policiais do 34º BPM (Magé) após denúncias de vizinhos. Segundo testemunhas, gritos foram ouvidos durante a madrugada, o que levou os moradores a chamarem a polícia. O homem foi localizado nas proximidades, com a camisa suja de sangue, e confessou ter cometido o crime.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) isolou a área para a realização da perícia. O suspeito foi conduzido à delegacia, onde foi autuado por feminicídio. As investigações continuam para esclarecer as motivações do assassinato.
Segundo relatos de vizinhos, Lidiane havia encerrado o relacionamento recentemente e já vinha sendo ameaçada pelo ex-companheiro. Não há confirmação, até o momento, de registro de medida protetiva.
Organizações como a ComCausa, que atuam na Defesa da vida e dos direitos humanos, reforçam a necessidade de políticas públicas efetivas de prevenção e proteção para mulheres em situação de risco. O caso de Lidiane se soma às estatísticas crescentes de feminicídio no estado: somente nos primeiros cinco meses de 2025, o Instituto de Segurança Pública (ISP) registrou 41 casos — um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Casos como esse ressaltam a urgência de denunciar ameaças e situações de violência doméstica. O Ligue 180 e o Disque 100 são canais gratuitos e sigilosos disponíveis 24 horas para denúncias.
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