O pai de Henry Borel, Leniel Borel, recorreu da decisão da Justiça do Rio de Janeiro que concedeu liberdade provisória a Monique Medeiros, acusada de omissão na morte do filho. A medida foi tomada pela assistência de acusação no processo, da qual Leniel participa formalmente.
A contestação foi apresentada após a audiência realizada no dia 23 de março de 2026, quando a juíza Elizabeth Machado Louro decidiu soltar Monique e adiar o julgamento do caso.
Defesa questiona excesso de prazo
A decisão judicial que colocou Monique em liberdade se baseou no entendimento de excesso de prazo da prisão preventiva, já que o julgamento foi novamente adiado.
No entanto, os advogados que representam o pai de Henry argumentam que não há demora injustificada que justifique a soltura. Segundo a assistência de acusação, o júri já possui nova data definida, o que afastaria a tese de prisão prolongada sem previsão de julgamento.
Júri foi adiado após saída da defesa
O julgamento dos réus não ocorreu na data prevista porque a defesa do ex-vereador Dr. Jairinho abandonou o plenário após a negativa de um pedido de adiamento.
Diante da impossibilidade de continuidade da sessão, a juíza remarcou o júri. Ao mesmo tempo, entendeu que Monique não deveria permanecer presa aguardando nova data.
Situação dos réus é diferente
Enquanto Monique Medeiros passou a responder em liberdade, Dr. Jairinho segue preso preventivamente. A Justiça considerou que os fundamentos para a prisão dele permanecem válidos.
Os dois são acusados pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021, caso que gerou forte comoção nacional e mudanças na legislação de proteção à infância.
Exoneração do cargo público
No mesmo dia em que deixou a prisão, Monique Medeiros foi exonerada do cargo de professora da rede municipal do Rio de Janeiro. A decisão foi publicada no Diário Oficial.
Ela estava afastada das funções, mas ainda vinculada à prefeitura após anos de serviço. A defesa informou que pretende recorrer da exoneração.
Caso segue em disputa judicial
O recurso apresentado pela assistência de acusação deve ser analisado pela Justiça nos próximos dias. Até lá, Monique permanece em liberdade provisória, sujeita às condições impostas.
O caso Henry Borel continua como um dos mais emblemáticos do país, mobilizando debates sobre proteção de crianças, atuação do sistema de justiça e responsabilização em casos de violência doméstica.
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