Na manhã de 24 de março de 2025, um grupo de pais de crianças com deficiência realizou uma manifestação na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, reivindicando que a Unimed cumpra com os reembolsos de tratamentos essenciais para seus filhos. O protesto, organizado de forma pacífica, aconteceu na Avenida Ayrton Senna, próximo ao Atacadão, no sentido Linha Amarela, e teve como lema “Unimed paga o que deve”. Os manifestantes ocuparam duas faixas da pista lateral, gerando impactos no trânsito da região.
O ato mobilizou dezenas de famílias que relataram dificuldades financeiras devido à falta de reembolso por parte da operadora de saúde. Segundo os manifestantes, muitos tratamentos terapêuticos, essenciais para o desenvolvimento das crianças, não estão sendo pagos conforme o previsto nos contratos. Entre os serviços afetados estariam atendimentos de fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia, fundamentais para a qualidade de vida de crianças atípicas e com deficiência.
A mobilização teve reflexos significativos no trânsito local, causando congestionamentos desde a Cidade das Artes até a Avenida das Américas. Equipes da CET-Rio e da Polícia Militar foram acionadas para gerenciar o tráfego e garantir a segurança dos manifestantes e motoristas. Apesar do impacto na circulação, o protesto ocorreu sem incidentes graves.
Os manifestantes cobram uma resposta da Unimed e das autoridades competentes para que a situação seja resolvida o mais rápido possível.
Flavia Louzada, mãe de Dante, um menino de 6 anos diagnosticado com paralisia cerebral, denunciou a suspensão abrupta do tratamento multidisciplinar do filho, que inclui diversas terapias essenciais para seu desenvolvimento. Segundo Flavia, a clínica Follow Kids, responsável pelo atendimento, informou que todas as guias de atendimento do menino foram descartadas, interrompendo completamente o acompanhamento médico.
A mãe expressou sua indignação, destacando que a decisão da clínica não apenas cancelou sessões de terapia, mas também representou um golpe contra os direitos fundamentais de Dante. “Não foram apenas guias que foram rasgadas, mas sim o direito do meu filho à vida”, desabafou. Flavia reforça que, sem o tratamento contínuo, Dante pode enfrentar deformidades permanentes, dores crônicas e dificuldades ainda maiores para andar, falar e desenvolver todo o seu potencial.
Procurada para comentar o caso, a Unimed ainda não se pronunciou sobre as reivindicações dos pais.
Vídeos G1:
Imagem de capa: Flavia Louzada com o filho Dante (Reprodução Redes Sociais)
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