Projeto leva moradores a conhecer a história de Nova Iguaçu em aulas-passeio

Catedral de Nova Iguaçu

O projeto Aulas-passeio: Um roteiro de Nova Iguaçu à Maxambomba abrirá inscrições em breve para moradores, estudantes, pesquisadores e interessados em conhecer a história do município a partir de caminhadas guiadas pelo Centro de Nova Iguaçu. A iniciativa é desenvolvida em parceria entre a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o Instituto Histórico e Geográfico de Nova Iguaçu (IHGNI) e propõe transformar as ruas da cidade em espaços de aprendizagem e reflexão sobre a formação da Baixada Fluminense.

A proposta utiliza o percurso urbano como ferramenta educativa para apresentar locais de memória, edifícios históricos, patrimônios culturais e acontecimentos que marcaram o desenvolvimento de Nova Iguaçu desde os tempos em que a região era conhecida como Vila de Maxambomba. Durante o trajeto, os participantes terão contato com aspectos históricos, sociais e culturais que ajudam a compreender a evolução do município e sua importância para a Baixada Fluminense.

O projeto integra ações de ensino, pesquisa e extensão universitária, aproximando a produção acadêmica da comunidade e incentivando a valorização do patrimônio histórico local. A iniciativa também busca fortalecer o sentimento de pertencimento da população ao território, estimulando um novo olhar sobre espaços que fazem parte do cotidiano, mas que muitas vezes passam despercebidos.

A metodologia das aulas-passeio tem como objetivo incentivar a educação patrimonial, promovendo experiências que unem conhecimento histórico e observação do espaço urbano. Ao percorrer ruas, praças e construções históricas, os participantes são convidados a refletir sobre os processos de ocupação, crescimento e transformação da cidade ao longo dos séculos.

Nova Iguaçu possui uma trajetória diretamente ligada ao desenvolvimento da antiga Estrada de Ferro Dom Pedro II e à antiga estação de Maxambomba, elementos que impulsionaram a expansão econômica e urbana da região. Ao longo do percurso, esses e outros marcos históricos deverão ser contextualizados para ampliar a compreensão sobre a identidade local e a formação da Baixada Fluminense.

Além do caráter educativo, o projeto contribui para a preservação da memória coletiva ao incentivar o reconhecimento dos bens culturais existentes no município. A valorização desses espaços também fortalece ações de educação patrimonial e amplia o debate sobre a conservação do patrimônio histórico e cultural.

Ainda não foram divulgadas a data de abertura das inscrições, o cronograma das atividades nem o número de vagas disponíveis. Os interessados deverão acompanhar as atualizações pelo perfil oficial do projeto no Instagram, @aulapasseioni, onde serão publicados os detalhes sobre participação e calendário das aulas.

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