Vinicius Gomes de Castro foi preso na segunda-feira, 4, acusado de matar a ex-namorada Samara Santos de Oliveira, de 21 anos, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O crime ocorreu na sexta-feira, 1º de maio de 2026, e é investigado como feminicídio pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.
Segundo as investigações, Samara foi vista pela última vez na noite de 30 de abril, após retornar de um evento de trabalho. Ela atuava como promotora de eventos e havia aceitado carona de um amigo até sua residência. Testemunhas relataram que o ex-companheiro a aguardava no local e teria coagido a jovem, sob ameaça, a acompanhá-lo até um motel na região.
A principal linha investigativa aponta que a vítima foi morta por estrangulamento. Há relatos de que o suspeito teria levado Samara já sem vida até a casa de familiares e, posteriormente, a encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento, onde ela deu entrada sem sinais vitais. Familiares afirmam que ele pediu ajuda alegando que a jovem estava desacordada dentro do carro.
O caso levanta questionamentos sobre falhas na proteção à vítima. Informações iniciais indicam que Samara possuía medida protetiva contra o ex-companheiro, o que reforça a suspeita de descumprimento da ordem judicial e evidencia fragilidades no monitoramento dessas medidas. A investigação deve apurar se houve omissão ou falha no acompanhamento do caso.
O feminicídio é tipificado como crime hediondo no Brasil desde 2015, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão, especialmente quando ocorre em contexto de violência doméstica ou por menosprezo à condição de mulher. Mesmo com a legislação, os índices permanecem elevados, sobretudo em regiões como a Baixada Fluminense, onde a violência de gênero apresenta recorrência.
Dados recentes apontam que municípios como Belford Roxo figuram entre os que concentram maior número de registros de violência contra a mulher na região. A existência de Delegacias de Atendimento à Mulher e políticas públicas específicas ainda não tem sido suficiente para conter a escalada de casos, segundo especialistas, que defendem maior integração entre segurança pública, assistência social e justiça.
A morte de Samara gerou forte comoção entre moradores e nas redes sociais. Amigos e familiares a descrevem como uma jovem trabalhadora, com projetos de vida e vínculo próximo com a família. A repercussão intensificou cobranças por justiça e por medidas mais eficazes de prevenção.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo a dinâmica dos fatos e possíveis antecedentes de violência no relacionamento.
Serviço
Denúncias de violência contra a mulher: 180
Emergência policial: 190
Disque Denúncia RJ: (21) 2253-1177
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