No dia 8 de maio é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, uma data voltada à conscientização e ao incentivo à detecção precoce dessa que é a segunda neoplasia ginecológica mais comum no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de colo de útero, conforme dados de 2022 do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Criada em 2013 por lideranças de organizações de defesa da saúde da mulher, a campanha global busca chamar atenção para uma enfermidade que, por vezes, é diagnosticada tardiamente e que, quando identificada precocemente, oferece chances significativamente maiores de tratamento eficaz.
A importância da informação e do diagnóstico precoce
Apesar de comum, o câncer de ovário ainda é pouco discutido. Um dos mitos mais difundidos, por exemplo, é a crença de que o exame Papanicolaou detecta esse tipo de tumor — o que é incorreto. O Papanicolaou é indicado para o rastreio do câncer do colo do útero, mas não identifica tumores ovarianos.
Outro desafio é que, na maioria dos casos, a doença é diagnosticada em estágio avançado, o que reduz as opções terapêuticas. Por isso, é fundamental conhecer os sintomas mais frequentes e buscar avaliação médica diante de sinais persistentes, como:
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Inchaço abdominal constante
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Dor pélvica ou abdominal
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Dificuldade para se alimentar ou sensação precoce de saciedade
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Alterações urinárias (aumento da frequência ou urgência para urinar)
Estar atenta ao próprio corpo e procurar atendimento diante de mudanças incomuns pode ser decisivo para um diagnóstico precoce.
ComuniSaúde: mobilização nos territórios e fortalecimento da saúde básica
Neste contexto de alerta e promoção da saúde da mulher, o projeto ComuniSaúde, da ComCausa, se destaca como uma iniciativa fundamental na Baixada Fluminense. O programa, que será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, busca melhorar o acesso da população ao atendimento básico de saúde, com especial atenção à saúde mental e ao fortalecimento das redes comunitárias.
Em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais, o ComuniSaúde atua de forma integrada, promovendo ações educativas, rodas de conversa, oficinas e campanhas de conscientização. No mês de maio, a temática do câncer de ovário será inserida nos materiais e nas mobilizações do projeto, com o objetivo de orientar e mobilizar mulheres e famílias nas comunidades atendidas.
O protagonismo dos moradores
Um dos pilares do ComuniSaúde é o protagonismo popular. Os próprios moradores participam do mapeamento das demandas de saúde em seus territórios, garantindo que a escuta das necessidades locais oriente as estratégias do projeto. Esse envolvimento direto permite que as campanhas — como a de combate ao câncer de ovário — sejam mais acessíveis, respeitem os contextos culturais e atinjam públicos que, muitas vezes, ficam à margem das grandes políticas públicas de saúde.
Saúde como direito e inclusão como prática
Para a ComCausa, a saúde é um direito básico, e promovê-la exige compromisso com a escuta, a informação e a ação comunitária. No Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, a instituição reafirma seu compromisso com a defesa da vida, atuando para que mulheres das favelas da Baixada Fluminense tenham acesso à informação de qualidade, acompanhamento adequado e condições dignas de cuidar de si e de suas famílias.
O ComuniSaúde integra esse esforço coletivo por uma saúde pública mais humana, próxima e eficaz — especialmente para aquelas que mais precisam.
ComuniSaúde e o impacto nas favelas
O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva.
O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde.
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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