Cultura Viva juventude e povos indígenas marcam segundo dia da Teia

Cultura Viva juventude e povos indígenas marcam segundo dia da Teia - foto reprodução Teias 2026

O segundo dia da Teia, em 20 de maio, deve ser narrado a partir de três eixos centrais: juventude, educação e povos indígenas. A programação reúne a Rede Educativa Cultura Viva, o 1º Encontro Nacional Agente Jovem Cultura Viva, a continuidade dos fóruns nacionais, o 3º Encontro Nacional dos Pontões de Cultura e a Plenária Vivência do GT Indígena, na Aldeia Comboios.

Esse dia tem forte caráter formativo. A Cultura Viva não se sustenta apenas pela memória das experiências já consolidadas. Ela depende da renovação de gerações, da presença da juventude, da formação de novos agentes culturais, da circulação de saberes, da escuta dos territórios e do diálogo entre práticas tradicionais e novas linguagens.

Juventude como futuro da política pública

O 1º Encontro Nacional Agente Jovem Cultura Viva deve ser tratado como uma das agendas estratégicas do dia. A juventude ocupa lugar decisivo na continuidade da política pública. São os jovens que atualizam linguagens, ocupam redes digitais, produzem audiovisual, experimentam novas formas de comunicação, criam coletivos, disputam narrativas e constroem formas contemporâneas de participação social.

A cobertura deve evitar tratar a juventude apenas como público. Ela deve ser apresentada como sujeito político. Jovens não estão na Teia apenas para assistir. Eles estão para formular, criar, tensionar, propor, comunicar e renovar a Cultura Viva.

Rede Educativa Cultura Viva

O Encontro da Rede Educativa Cultura Viva e Ações de Cooperação permite mostrar que cultura também é educação. A Teia amplia a ideia de aprendizagem para além da escola formal. Aprende-se nas rodas, nos grupos culturais, nas oficinas, nos terreiros, nas aldeias, nos quilombos, nos cineclubes, nas rádios comunitárias, nos encontros de juventude, nas bibliotecas populares, nos coletivos de comunicação e nas práticas de memória.

A educação que aparece na Cultura Viva é uma educação de território. Ela nasce da experiência, da oralidade, da prática, da convivência, do fazer coletivo e da transmissão de saberes entre gerações.

Povos indígenas e justiça climática

A presença indígena é fundamental porque a Teia acontece em Aracruz, território marcado pelos povos Tupinikim e Guarani. Em uma edição dedicada à justiça climática, a escuta indígena precisa ocupar centralidade.

A justiça climática não pode ser discutida apenas em linguagem técnica. Ela precisa considerar a terra, a água, os rituais, as línguas, os alimentos, as memórias, as formas de cuidado e os modos de vida dos povos originários. São esses povos que, historicamente, enfrentam modelos predatórios de desenvolvimento e preservam conhecimentos fundamentais para a vida.

Recorte da programação do dia 20 de maio

Horário Atividade Local
8h às 9h30 Boi Calemba Pintadinho: Tradição do Rio Grande do Norte Pavilhão Itaquaçu – Palco Feira
9h às 17h Encontro da Rede Educativa Cultura Viva e Ações de Cooperação Salão Domingos Martins
9h às 18h 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura Auditório Espírito Santo
9h às 18h 2º Fórum Nacional de Gestores Cultura Viva Salão Vitória/Cariacica
9h às 18h 3º Encontro Nacional dos Pontões de Cultura Salão Vila Velha
9h às 18h 1º Encontro Nacional Agente Jovem Cultura Viva Salão Serra
14h às 18h Plenária Vivência do GT Indígena Aldeia Comboios
A definir Atração cultural Aldeia Irajá

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