A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura abriu seus trabalhos nesta terça-feira, 19 de maio, em Aracruz, no Espírito Santo, com a presença de representantes da rede Cultura Viva de todo o país. Pela primeira vez, o encontro ocorre em território Tupiniquim e Guarani, marcando a retomada nacional da Teia após 12 anos.
Na abertura, o Consórcio Universitário Cultura Viva, formado por UFBA, UFF e UFPR, entregou o Diagnóstico Econômico da Cultura Viva. O estudo busca dimensionar, em dados, a força social e econômica dos Pontos de Cultura, reconhecendo a cultura como trabalho, geração de renda, organização comunitária, memória e defesa dos territórios.
Criado em 2004, o Programa Cultura Viva se tornou política nacional com a Lei nº 13.018, de 2014. A legislação reconhece grupos, coletivos e entidades culturais que atuam em suas comunidades e fortalece iniciativas ligadas à arte, educação popular, comunicação, memória, juventude, povos tradicionais e direitos culturais.
A edição de Aracruz acontece entre 19 e 24 de maio e reúne fóruns, rodas de conversa, oficinas, apresentações culturais, cinema, feira criativa, cortejos e encontros sobre justiça climática, bem viver e políticas públicas. A presença dos povos Tupiniquim e Guarani dá centralidade aos saberes ancestrais e à relação entre cultura, território e meio ambiente.
A Teia também reforça a importância da participação social na formulação de políticas culturais. Em um país marcado por desigualdades regionais, raciais e territoriais, os Pontos de Cultura seguem como espaços de resistência, produção simbólica e garantia de direitos.
Serviço
6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura
Data: 19 a 24 de maio
Local: Aracruz, Espírito Santo
Programação gratuita
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