Uma jovem de 18 anos foi assassinada a facadas na noite deste sábado (8), na Vila Tiradentes, em São João de Meriti, Baixada Fluminense. O corpo de Evelyn Cristina Serrano foi encontrado dentro da casa do ex-namorado, que fugiu após o crime e segue foragido. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
Familiares relataram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e já havia demonstrado comportamento agressivo. A avó da vítima, muito abalada, clamou por justiça. “Esse covarde tirou a vida da minha neta. Eu quero justiça!”, desabafou.
O feminicídio de Evelyn Cristina Serrano reforça a urgência de políticas públicas para prevenir a violência de gênero e garantir a proteção das mulheres. A ComCausa, que atua na defesa dos direitos humanos na Baixada Fluminense, lamentou o ocorrido e reforçou a importância da mobilização social contra o feminicídio.
Aumento alarmante de feminicídios na Baixada Fluminense
A Baixada Fluminense tem enfrentado um aumento preocupante nos casos de feminicídio nos últimos anos. Em 2022, foram registrados 110 feminicídios no estado do Rio de Janeiro, dos quais aproximadamente 24% ocorreram na Baixada Fluminense, representando um aumento de 67% nas mortes de mulheres em comparação ao ano anterior.
Entre janeiro e outubro de 2024, a Baixada Fluminense registrou 20 casos de feminicídio, um aumento de 42,9% em relação ao mesmo período de 2023, quando houve 14 casos. As tentativas de feminicídio também cresceram 7%, totalizando 76 registros.
Historicamente, municípios como Duque de Caxias, Belford Roxo e Nova Iguaçu concentram a maioria dos casos de feminicídio na região. Fatores como o domínio de milícias em determinados territórios dificultam o registro e a investigação desses crimes, contribuindo para a subnotificação e a impunidade.
Esses dados ressaltam a necessidade urgente de políticas públicas eficazes e investimentos em campanhas preventivas e educativas para combater a violência de gênero na Baixada Fluminense. Além da punição dos agressores, é fundamental garantir acesso a serviços de acolhimento e proteção para mulheres em situação de violência.
Pensando nisso, a ComCausa assinou o Termo de Adesão ao Brasil Sem Misoginia, uma iniciativa que visa combater a misoginia em todas as suas formas, desde o preconceito até a violência contra as mulheres. O compromisso reforça a importância de enfrentar a cultura de ódio e discriminação que resulta em feminicídios e outras violações de direitos.
Além de aderir ao programa, a ComCausa segue promovendo ações de conscientização, debates e mobilizações na Baixada Fluminense para fortalecer redes de apoio às mulheres e cobrar políticas públicas mais eficazes no combate à violência de gênero. O objetivo é garantir que mais mulheres tenham acesso à proteção e que a sociedade avance na luta contra a misoginia e o feminicídio.
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